
Maputo, 1 de junho de 2026 – No âmbito das celebrações do Dia da República Italiana em Moçambique, foi hoje inaugurada, no Museu de História Natural de Maputo, a exposição fotográfica Humus, do fotógrafo italiano Marco Palombi.
A exposição apresenta fotografias realizadas na Província de Manica, retratando comunidades, territórios e iniciativas apoiadas pela Cooperação Italiana. As imagens documentam diferentes dimensões do desenvolvimento local, desde a promoção da fileira do café ao empoderamento económico das mulheres, passando por iniciativas de consolidação da paz e de desenvolvimento rural sustentável.
As fotografias evidenciam igualmente o potencial agrícola da Província de Manica e inserem-se no processo de valorização do futuro Centro Agroalimentar de Manica (CAAM), um dos projetos do Plano Mattei para África em Moçambique. Com um investimento estimado em 38 milhões de euros, o centro foi concebido como um polo regional dedicado à transformação, conservação e distribuição de produtos agrícolas, contribuindo para o reforço das cadeias de valor agroalimentares e para a promoção do comércio regional ao longo do Corredor da Beira.
A cerimónia inaugural contou com a participação do Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, do Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, e da Diretora do Museu de História Natural de Maputo, Gaby Monteiro.
O título da exposição, Humus, deriva do latim hŭmus e pretende evocar, por um lado, a camada superficial e fértil do solo, rica em matéria orgânica, e, por outro, o conjunto de condições sociais, culturais e humanas que favorecem o surgimento e o desenvolvimento de ideias, projetos e oportunidades.
Cada uma das 22 fotografias é acompanhada por um provérbio da tradição moçambicana, sublinhando a profunda ligação entre o mundo agrícola e a sabedoria popular, transmitida de geração em geração e capaz de inspirar comunidades para além das fronteiras e do tempo.
Fotojornalista romano, Marco Palombi dedica-se há mais de trinta anos à realização de reportagens fotográficas e audiovisuais em diversas regiões do mundo. O seu trabalho tem incidido na documentação de comunidades, minorias e realidades sociais em África, Médio Oriente, Ásia e América Latina. Em 2023 recebeu o Prémio Anima para a Fotografia e, em 2025, apresentou em Beirute a exposição SHAMS, dedicada aos projetos educativos da Cooperação Italiana.
Por ocasião da inauguração, o Embaixador Annis destacou: “Quem visitou os campos de Manica sabe que o desenvolvimento não se mede apenas em números, mas também nos rostos, nos gestos e nas palavras. É este humus – humano antes ainda de ser agrícola – que a Itália acompanha há cinquenta anos e que pretende continuar a apoiar com renovado empenho.”
A exposição estará aberta ao público até 1 de julho de 2026 no Museu de História Natural de Maputo, um dos mais emblemáticos espaços culturais e científicos da cidade, restaurado e reinaugurado em 2025 com o apoio da Cooperação Italiana, no âmbito do programa RINO – Recuperação e Inovação do Museu de História Natural.
A exposição integra a programação cultural MOZITA2026, promovida pela Embaixada de Itália em Maputo, graças ao apoio de empresas italianas e moçambicanas, entre as quais a Renco, Inalca, Eni, Cotur, BCI e MSC.
Sugiro apenas uma pequena adaptação institucional: na comunicação da AICS, costuma soar mais natural utilizar “cadeias de valor agrícolas e agroindustriais” ou simplesmente “cadeias de valor agrícolas” em vez de “cadeias de valor agroalimentares”, caso pretenda alinhar o texto com a terminologia habitualmente utilizada pela sede.
