VII Comité Provincial de Coordenação destaca impacto do DELPAZ no acesso à água e na produção agrícola em Manica

Adélia Fungulane, 52 anos, equilibra mais uma lata de água potável na cabeça e sorri. O novo sistema de abastecimento inaugurado esta semana em Nhautchenge, interior de Tambara, na província de Manica, vai beneficiar mais de 800 habitantes e pôs fim a anos de deslocações ao rio Zambeze, onde a comunidade recolhia água correndo riscos constantes de ataques de crocodilos.

A entrega da infraestrutura marcou o início do VII Comité Provincial de Coordenação da província de Manica, realizado a 27 de Novembro, em Tambara. Durante a sessão, os membros do comité visitaram ainda o sistema de regadio de Ngondonga e o Ponto Verde de Tambara, em Casado, estruturado para apoiar pequenos produtores.

Comunidade reconhece mudança profunda

“Agora já não precisamos ir ao rio. É uma grande satisfação”, afirmou Fungulane, visivelmente emocionada. A moradora acredita que o sistema vai reduzir doenças causada pela falta de água e melhorar de imediato a vida das famílias.

O gestor local da fontenária confirma que a realidade da aldeia mudou: “Antes passávamos por dificuldades imensas para ter água potável, e a produção agrícola não era suficiente para sustentar as famílias. Com o DELPAZ, isso transformou-se”.

Sistema de água e regadios em destaque no VII Comité

Os testemunhos foram reforçados pelos membros do VII Comité Provincial de Coordenação, que assinalaram que os sistemas instalados pelo DELPAZ garantem não só água para consumo, mas também para irrigação em zonas de clima adverso.

Progresso medido entre Março e Novembro de 2025

Durante a reunião, foi avaliado o progresso das actividades implementadas entre Abril e Novembro de 2025. Segundo o comité, as comunidades manifestaram elevada satisfação com os resultados alcançados pelo DELPAZ nos cinco distritos abrangidos. Entre os grandes feitos, destaca-se o aumento da produtividade agrícola, o acesso melhorado à água potável, a criação de oportunidades de emprego para jovens e beneficiários do DDR, bem como o reforço de infraestruturas essenciais — factores que têm contribuído para a melhoria dos meios de subsistência das comunidades rurais afectadas pelos conflitos, com especial enfoque nas mulheres e nos grupos mais desfavorecidos.

A reunião salientou ainda que a adopção de tecnologias agrícolas inteligentes e o fortalecimento das associações camponesas impulsionaram resultados inéditos, incluindo a participação em feiras como a FACIM, ampliando significativamente o acesso a novos mercados.

 Desafios persistentes e compromissos renovados

Uma praga de ratos que está a afetar as lavouras da região foi um dos pontos de preocupação apresentados. O comité recomendou aos agricultores o uso de armadilhas para minimizar perdas.

Foi anunciada a decisão do Comité Nacional de Supervisão de dar continuidade às acções de desenvolvimento económico local nas províncias de Manica e Tete, através da AICS, até Dezembro 2026, para contribuir a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

O VII Comité Provincial de Coordenação encerrou com consenso sobre os progressos alcançados e a necessidade de manter o ritmo das intervenções para garantir que as populações continuem a beneficiar de melhorias concretas no acesso à água, na produção agrícola e nas oportunidades económicas.

Distrito de Moatize celebra novas infraestruturas comunitárias que reforçam educação, igualdade e paz

A comunidade de Cabango, no distrito de Moatize, viveu momentos de grande alegria com a inauguração oficial da sua nova Escola Primária — um marco há muito aguardado e agora celebrado como sinal de esperança e progresso. A cerimónia foi presidida pelo Governador de Tete, Domingos Viola, que destacou a educação como “base do desenvolvimento e da construção da paz”.

A escola, construída no âmbito do Programa DELPAZ, financiado pela União Europeia e implementado pela AICS em parceria com um consórcio liderado pela Save the Children, com a participação da ONG WeWorld na componente de infraestruturas, vai permitir que cerca de 380 crianças frequentem aulas até à 5ª classe. Para muitas famílias, esta proximidade representa mais do que uma comodidade: é a abertura de um caminho real para oportunidades antes inalcançáveis.

“É uma satisfação ver a população feliz com estas infraestruturas. Desejo que continuem a viver em paz, porque a paz é o caminho para o desenvolvimento”, afirmou o Governador, perante uma plateia que reagiu com entusiasmo e orgulho.

Casa da Mulher de Mwanalirenji inaugurada no simbólico 25 de novembro, início dos 16 Dias de Activismo

No mesmo dia, a comunidade de Mwanalirenji celebrou a abertura da sua Casa da Mulher, um espaço concebido para promover formação, práticas agrícolas, convivência social, cultura e fortalecimento do associativismo.

A inauguração, realizada no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, conferiu ao evento um simbolismo profundo, marcando o início dos 16 Dias de Activismo e reforçando o compromisso coletivo de proteger e valorizar mulheres e raparigas.

As mulheres presentes partilharam que o novo espaço já serve de ponto de encontro para ações de sensibilização, empoderamento e prevenção da violência doméstica e de uniões prematuras. Explicaram também como estão a divulgar, junto da comunidade, as informações aprendidas no âmbito da sensibilização sobre a Linha Verde Interagencial 1458, alertando que nenhuma mulher deve pagar, nem oferecer sexo, para receber assistência humanitária.

Com orgulho, exibiram uma pequena mostra dos produtos que já conseguem transformar a partir dos recursos locais: chips de mandioca e batata-doce, mel de batata-doce, cenoura seca… e até pensos higiénicos reutilizáveis, costurados pelas próprias mulheres na Casa recém-inaugurada.

Parceria internacional pela paz e desenvolvimento sustentável

Para Giulia Zingaro, representante da Cooperação Italiana, a jornada de inaugurações representa mais do que obras concluídas: é a prova viva do impacto das parcerias no distrito de Moatize.

“É um motivo de imenso orgulho acompanhar este momento ao lado das autoridades locais, dos parceiros e das comunidades. A Itália tem sido um aliado consistente das iniciativas que visam a transformação social e económica de Moçambique, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, afirmou.

A melhoria do acesso à água, construção de escolas, implementação de campos de demonstração agrícola e incubadoras verdes, formação profissional e apoio a cooperativas e grupos de poupança têm sido as principais componentes do DELPAZ, mas como pano de fundo o reforço  do diálogo comunitário sendo essencial para consolidar a paz e enfrentar os impactos das alterações climáticas, garantindo que ninguém fique para trás.

Conclusões do VII CPC da Província de Tete

As inaugurações aconteceram na sequência do VII Conselho Provincial de Coordenação (CPC) de Tete, realizado a 24 de novembro, com a participação de todos os distritos envolvidos no DELPAZ de Tete e Manica.

Durante o encontro, foram destacados não só os avanços infraestruturais — sistemas de água, escolas, Casas da Mulher e Pontos Verdes — mas também o impacto humano e social do programa em comunidades muito distantes dos centros de governação.

Entre os testemunhos mais inspiradores, estiveram os de três beneficiários de formações profissionais — dois de Tsangano e um de Moatize. Uma deles, Janete, de Tsangano, emocionou os presentes ao relatar como, graças às novas competências adquiridas, conseguiu iniciar a produção de pensos higiénicos reutilizáveis. Com um sorriso orgulhoso, contou que o seu trabalho já ganhou reconhecimento local e que recentemente recebeu uma encomenda de 5000 unidades — um passo significativo rumo à autonomia económica.

A sessão terminou com a notícia da decisão tomada pelo Comité Nacional extraordinário de 24 de outubro de que a Cooperação Italiana continuará com o DELPAZ em Tete e Manica para mais um ano, o que permitirá consolidar e expandir os resultados alcançados.

O encontro encerrou com a exibição do vídeo participativo “Sonhos e desafios do Bairro 4”, realizado pelos estudantes da Escola Primária das Oitavadas de Moatize no âmbito do DELPAZ — uma celebração da voz e da criatividade das novas gerações.

Cooperação Italiana participa no TEHA – CEO Dialogue Southern Africa e apoia a presença de 11 empresas da região

 

A Sede da AICS em Maputo, em estreita coordenação e sinergia com as Embaixadas de Itália em Maputo, Lusaka, Harare e Luanda, com os respectivos Escritórios do ICE – Agência para a Promoção no Exterior e Internacionalização das Empresas Italianas, bem como com a Sede Central da AICS, participou nos dias 20 e 21 de novembro na 12.ª edição do CEO Dialogue on Southern Africa, organizado pela The European House – Ambrosetti em Joanesburgo. A AICS foi reconhecida como Golden Sponsor do evento.

Lançado em 2014, o Fórum tornou-se a principal plataforma da África Austral para líderes empresariais e institucionais interessados em trocar ideias, construir parcerias e explorar oportunidades de cooperação entre a Europa e o continente africano, com particular enfoque na região da SADC. O seu objetivo central é promover oportunidades estratégicas de negócios e reforçar as relações comerciais e políticas entre os dois continentes.

Nesta edição, a AICS Maputo apoiou a participação de onze empresas[1] provenientes dos cinco países de competência da Sede — Moçambique, Angola, Zâmbia, Malawi e Zimbábue — confirmando o compromisso da Cooperação Italiana em promover parcerias entre o sector privado e o desenvolvimento sustentável na África Austral.

No dia 21 de novembro, o Director da Sede AICS em Maputo, Paolo Enrico Sertoli, interveio como orador principal no painel Promover a Resiliência: Cadeias de Valor Agroalimentares Inteligentes do Ponto de Vista Energético e Circulares, durante o qual foram discutidos os contributos do nexo energias renováveis–alimentação–circularidade para aumentar a competitividade das PME, melhorar a segurança alimentar e reforçar a resiliência climática.

No seu discurso foram igualmente apresentados exemplos concretos de colaboração com o sector privado, incluindo o recente lançamento conjunto de iniciativas de Economia Azul com a ENI em Cabo Delgado e a parceria com a Illy para o desenvolvimento do sector do café no Malawi e em Moçambique.

Um dos momentos mais relevantes do evento foi a assinatura do CEO Manifesto on the Future of African Business, no qual a AICS foi representada pelo Titular da Sede de Maputo, Paolo Enrico Sertoli. O documento reúne dez prioridades identificadas pelo sector privado para promover um crescimento sustentável em África e a adesão da AICS sublinha o compromisso em fomentar um diálogo construtivo entre instituições públicas e actores económicos. O Manifesto será entregue à Presidência sul-africana e aos líderes do G20, reunidos no país no dia seguinte, para que estas recomendações possam contribuir para as discussões globais sobre investimento e desenvolvimento.

Como balanço da participação no evento, Paolo Enrico Sertoli destacou que “a presença da Cooperação Italiana para o Desenvolvimento e da AICS no CEO Forum on Southern Africa representa um momento de grande relevância: por um lado, permite apresentar as estratégias da Cooperação Italiana na África Austral; por outro, envolve empresas locais — muitas vezes pequenas ou muito pequenas — num contexto estimulante e repleto de oportunidades de desenvolvimento”.

Acrescentou ainda que “no espírito do Plano Mattei para África e do Global Gateway europeu, a Cooperação Italiana considera o sector privado um actor-chave nas dinâmicas de desenvolvimento, em particular nos sectores agroalimentar e energético, onde a experiência das empresas representa um valor acrescentado concreto nos nossos contextos operativos”.

Para Fumukazi, representante da Phoka Coffee Growers do Malawi, “o verdadeiro valor do Fórum foi a comunidade. Ligar-me a outros profissionais que enfrentam desafios semelhantes é inestimável. Saio daqui com uma rede mais forte.

Por sua vez, Paulo de Lemos, da Artcult Angola, destacou a relevância estratégica do evento: “o Fórum proporcionou uma plataforma exclusiva para construir e reforçar relações de alto nível com decisores-chave dos sectores público e privado de toda a região.”

Ao longo do Fórum, o Director da AICS em Maputo reuniu-se com personalidades de destaque internacional, entre as quais José Manuel Durão Barroso, Presidente da Aliança GAVI e ex-Presidente da Comissão Europeia, e Enrico Letta, ex-Presidente do Conselho de Ministros de Itália. Estes encontros permitiram aprofundar discussões substantivas sobre temas como educação, formação e saúde.

Esta edição do CEO Dialogue evidenciou a crescente relevância da cooperação Europa–África, especialmente num ano em que a África do Sul acolhe a Cimeira do G20 — um momento que reforça a atenção às prioridades e oportunidades regionais, sublinhando a importância estratégica de uma parceria Europa–África fortalecida.

[1] De Moçambique participaram Café Vumba, Café Chimanimani, Cooperativa Frutas de Barué e Leonardo Green Deal; de Angola estiveram presentes a Mitagro LDA e a ArtCult Lda; do Zimbabué marcaram presença a Murimi 247 e o Cicada Group; da Zâmbia participaram a Balmoral Farm Ltd e a Real Naturation Africa; e do Malawi esteve presente a Phoka Coffee Growers Cooperative.

O DELPAZ no Fórum Nacional sobre Paz e Reconciliação em Moçambique: “Buscando Caminhos e Tecendo Alianças”

Durante dois dias, 5 e 6 de novembro, no Auditório Paulus Gerdes da Universidade Pedagógica de Maputo – Campus de Lhanguene, realizou-se o Fórum Nacional sobre Paz e Reconciliação em Moçambique, sob o lema: “Buscando Caminhos e Tecendo Alianças.”
O Fórum foi promovido pelo Projecto PRO-PAZ (cofinanciado pela União Europeia e coordenado pelo consórcio formado pelas organizações CISP, IMD, IVERCA e LEMUSICA), em parceria com o DELPAZ, programa implementado pela AICS nas províncias de Manica e Tete, e com diversas organizações da sociedade civil, coordenadas pela Helpcode em Manica e SavetheChildren em Tete.
O evento reuniu representantes do Governo, dos partidos políticos, do sector privado, da academia, de líderes religiosos, artistas, desportistas e parceiros internacionais, num amplo exercício de diálogo e reflexão sobre os caminhos para uma paz efectiva e duradoura no país.
A sessão de abertura contou com intervenções de representantes do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, do Instituto para a Democracia Multipartidária, do Conselho Cristão de Moçambique, do Conselho Islâmico, da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, da União Europeia em Moçambique, das Nações Unidas e da Universidade Pedagógica de Maputo.
Durante os dois dias, o Fórum promoveu uma reflexão nacional inclusiva sobre os mecanismos necessários à reconciliação nacional e à consolidação de uma paz sustentável, contribuindo com propostas concretas para o actual Processo de Diálogo Nacional Inclusivo e para o Grupo de Trabalho sobre Paz, Reconciliação e Unidade Nacional.
No segundo dia, foi exibido o vídeo participativo “Ilha do Mato”, produzido no âmbito das actividades do DELPAZ. O vídeo foi apresentado pelo formador Samussone Manhique, que trabalhou em colaboração com o realizador Aghi e com os meninos da Escola Secundária de Macossa, da Escola Primária das Oitavadas de Moatize e da Escola Secundária de Mazicuera de Gondola, num trabalho que mereceu destaque no Jornal Notícias.
Além disso, cinco representantes de beneficiários do DELPAZ Manica também intervieram, partilhando as suas experiências pessoais de reconciliação e os impactos positivos das iniciativas de paz desenvolvidas nas suas comunidades. “Que lindo ouvir sentimentos de beneficiários, agora já pequenos empreendedores, a testemunhar o feitos e progresso do DELPAZ na provisão de meios de vida das comunidades. Expressando em língua local, essa é a verdadeira inclusão social e económica”, foi um dos comentários dos participantes do Fórum.

O link do vídeo “Ilha do mato”: https://www.youtube.com/watch?v=WMbenoOTtT8&t=57s

 

Lançamento do programa ECOBLU

 

No dia 10 de novembro de 2025 teve lugar em Pemba o lançamento do projecto ECOBLU – Desenvolvimento Sustentável e Integrado dos Recursos Marinhos e Costeiros na Província de Cabo Delgado.

Financiado pela Cooperação Italiana com um montante de 3,5 milhões de euros, o programa tem como objetivo promover o empoderamento económico e social das comunidades costeiras através do desenvolvimento de meios de subsistência alternativos e sustentáveis ligados à economia azul, contribuindo simultaneamente para a preservação dos ecossistemas marinhos e costeiros em Moçambique. A iniciativa será implementada pela ONG italiana OIKOS.

O lançamento do projecto decorreu no primeiro dia da missão do Sistema Itália à Província de Cabo Delgado, liderada pela Embaixada de Itália em Moçambique, e que conta com a participação do Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), da Câmara de Comércio Itália–Moçambique, da AICS e da ENI.

Durante o seu discurso, o Diretor da Sede da AICS em Maputo, Paolo Enrico Sertoli, destacou que “a Cooperação Italiana tem vindo a colaborar estreitamente com as instituições moçambicanas na promoção e fortalecimento da economia azul. Em Marracuene, através do programa A-GEO, a praia da Macaneta foi transformada numa praia piloto de Moçambique, exemplo de gestão sustentável dos recursos costeiros. Com o projeto Mangrowth, estão a ser reflorestados os mangais na Baía de Maputo”. Estas duas iniciativas, somadas ao recém-lançado ECOBLU, representam um investimento total de 9,5 milhões de euros em programas ligados ao mar e à economia azul em Moçambique.

Por sua vez, o Embaixador da Itália em Moçambique, Gabriele Annis, sublinhou que “o mar, do qual Moçambique possui uma das mais extensas costas de África, com cerca de 2.750 quilómetros, e que historicamente ligou as nossas culturas e os nossos povos, continua hoje a unir-nos como símbolo de amizade, confiança e cooperação entre as nossas nações”.

O evento marcou igualmente o lançamento do projecto Blu Ibo Niri – Melhorar os Meios de Subsistência através da Conservação Ambiental e do Desenvolvimento Económico, financiado pela ENI Rovuma Basin em nome dos Area 4 Partners.

A iniciativa reforça as sinergias entre a Cooperação Italiana e o sector privado, destacadas na Carta de Intenções assinada em junho de 2025 entre a AICS e a ENI. Durante o seu discurso, a General Manager da ENI em Moçambique, Marica Calabrese, afirmou: “É uma grande honra estar hoje em Pemba para assinalar o início de projetos tão importantes para a província de Cabo Delgado e para todos os moçambicanos. Hoje não celebramos apenas o lançamento destes projetos, mas também a continuação desta colaboração preciosa e valiosa entre a ENI, a Itália, Moçambique e todas as pessoas que aqui estão presentes.”

O evento contou ainda com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a AICS, representada pelo Diretor Paolo Enrico Sertoli, e o Governo da Província de Cabo Delgado, representado por Iolanda Almeida, Diretora Provincial de Turismo e Cultura. A cerimónia encerrou com a realização do primeiro Comité de Pilotagem (Steering Committee) do programa, consolidando a coordenação institucional e a visão partilhada para o desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras de Cabo Delgado.

Mulheres de Manica reforçam a segurança alimentar com apoio da Cooperação Italiana

 

No Dia Mundial da Alimentação, a 16 de outubro, viajámos até à Província de Manica, onde a Cooperação Italiana financia o projeto “Manica para as Mulheres”, implementado pela Progettomondo, em parceria com elpcode, CAM, MICAIA, GMPIS, AITR e Lega Coop Emilia-Romagna.

A iniciativa tem como principal objetivo reforçar a segurança alimentar e promover a participação económica das mulheres rurais nos distritos de Tambara, Bárué, Guro e Macossa.

O projeto tem contribuído para a diversificação alimentar e o aumento da produção local, apoiando empreendedoras dedicadas à produção de mel, feijão, leite de soja, cogumelos, entre outros produtos agrícolas e alimentares. Tem reforçado as capacidades das beneficiárias através de formações em Agricultura de Conservação, Apicultura, Processamento de Alimentos, Empreendedorismo, Alfabetização e Tecnologias de Informação e Comunicação (ICT), bem como na criação de grupos de poupança e crédito rotativo (PCR).

Além disso, proporcionou acesso a microcrédito a 156 mulheres, permitindo-lhes ampliar e consolidar os seus negócios e promovendo uma alimentação mais saudável e sustentável nas suas comunidades.

Um exemplo é Melisa Parutsa, produtora de leite de soja há 10 anos e primeira empreendedora neste setor no distrito de Barué. Através do programa, “consegui comprar um liquidificador, panelas e outros utensílios para o processamento, aumentando assim a produção e a venda”. O leite de soja é um importante veículo alimentar para a fortificação com vitaminas e minerais, como as vitaminas A, D e B12.

O feijão é um dos alimentos mais cultivados e consumidos na Província de Manica, desempenhando um papel essencial na resiliência das comunidades, também face aos efeitos das mudanças climáticas e de fenómenos climáticos extremos como El Niño, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional da população. Francisca Conforme começou a cultivá-lo por ser uma cultura resistente, que “não tem muita quebra” e suporta bem as adversidades climáticas. Com o crédito que recebeu, conseguiu aumentar a produção, embora sublinhe que o mercado “tem muita concorrência”.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Moçambique produz cerca de 500 toneladas de mel por ano, sendo a Província de Manica, com as suas montanhas e sua florestas, constitui um local particularmente propício para a apicultura . Trata-se de uma atividade económica de baixo impacto ambiental, capaz de gerar rendimento e contribuir para a conservação dos ecossistemas naturais.

O projeto, que já formou 410 mulheres em diferentes cadeias de valor, permitiu que Telma Paia, uma das beneficiárias da Associação Mulheres Futuro do Amanhã, conhecesse os benefícios da apicultura através das formações promovidas pelo programa e decidisse lançar-se nesta atividade. “Recebemos equipamento completo, colmeias e formação. Conseguimos assim tirar o nosso próprio mel”, conta Telma, sublinhando que esta oportunidade lhe permitiu melhorar a renda familiar e sentir-se mais empoderada.

O rápido crescimento dos cogumelos e o facto de, apenas um mês após o cultivo, já conseguir colher e vender, foram o que motivou Flátima Chimera a dedicar-se à sua produção. Com o apoio do programa, “tenho aprendido ferramentas de planificação de negócio e, através disso, consegui crédito para melhorar o meu negócio”. Ricos em proteínas, vitaminas e minerais, os cogumelos representam uma alternativa alimentar saudável, reforçando a nutrição das famílias locais e representam uma fonte de rendimento relevante pois são facilmente comercializados.

Estas histórias mostram como as mulheres de Manica estão a contribuir de forma concreta para a segurança alimentar da província, diversificando as suas fontes de rendimento e fortalecendo as suas comunidades.
Para o Dia Mundial da Alimentação, Melisa Parutsa, produtora de Leita de Soja, resume o compromisso de todas: “fico feliz em saber que contribuo para a alimentação da minha comunidade com o meu produto”.

Itália e Moçambique celebram a renovação do Museu de História Natural

No dia 29 de setembro de 2025 teve lugar a cerimónia oficial de reabertura do Museu de História Natural de Maputo, após mais de dois anos de intensos trabalhos de reabilitação.

O projeto, financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Itália (MAECI) através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), representou um investimento de 4.250.000 euros especificamente destinados à requalificação do Museu, no quadro do programa RINO, através da sua componente COREBIOM, que promove iniciativas de valorização, reabilitação e conservação da biodiversidade marinha e terrestre.

Coordenado pelo Polo Museale da Universidade Sapienza de Roma, em parceria com a Estação Zoológica Anton Dohrn e a ONG WeWorld, o projeto inclui também a criação de um Centro Nacional de Conservação da Biodiversidade, com o objetivo de reforçar o papel do Museu como referência científica e educativa.

A cerimónia contou com a presença de diversas altas individualidades, entre as quais a Ministra da Cultura e Educação, Samaria Tovela, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, o Diretor da AICS, Marco Riccardo Rusconi, o Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, e a Diretora do Museu, Lucília Chuquela.

Fundado em 1911 e instalado desde 1933 num edifício histórico de estilo manuelino, o Museu é um dos monumentos mais emblemáticos de Moçambique. Encerrado ao público em outubro de 2023, foi alvo de profundas intervenções arquitetónicas, museológicas e museográficas, conduzidas por uma equipa multidisciplinar de especialistas italianos e moçambicanos ligados à Universidade Sapienza.

Entre os principais destaques estão a instalação de painéis solares e de um elevador, a modernização do sistema de iluminação e climatização, a construção de casas de banho internas, a criação de uma livraria, uma cafetaria e rampas de acesso para pessoas com deficiência, além de uma sala para exposições temporárias.

No plano museológico, as exposições foram restauradas e atualizadas com uma abordagem moderna que recria os diferentes habitats naturais, acrescentando salas dedicadas às ervas marinhas e aos grandes habitantes do mar. O percurso foi enriquecido com informações acessíveis a pessoas com deficiência visual e auditiva, tornando a visita mais inclusiva e educativa.

Foi também criado um espaço educativo dedicado à descoberta da biodiversidade por crianças e jovens, e o Museu passou por uma operação de rebranding, com a criação de um novo logótipo que moderniza a imagem institucional, mantendo a ligação à sua identidade histórica. As coleções do Museu distinguem-se pela sua riqueza científica e patrimonial: contam com mais de 200 mamíferos, 10.137 aves, 176.527 insetos, 1.250 invertebrados e 150 répteis taxidermizados.

Entre os seus tesouros, destacam-se a única coleção de fetos de elefante do mundo, que documenta mês a mês o desenvolvimento gestacional até ao vigésimo segundo mês, e um exemplar de celacanto, considerado um verdadeiro “fóssil vivo”, capturado em agosto de 1991 no Canal de Moçambique — um marco para a ciência no país. O Museu requalificado passa também a integrar uma sala etnográfica com cerca de 500 objetos representativos das práticas culturais de diferentes povos moçambicanos — arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria — complementada por um acervo fotográfico histórico.

Durante a cerimónia, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, destacou: “O nosso objetivo comum era claro: não apenas restaurar um edifício histórico, mas relançar o Museu como porta de acesso ao conhecimento ambiental de Moçambique, como centro nacional para a conservação da biodiversidade e como espaço educativo e científico capaz de formar novas gerações de investigadores e cidadãos conscientes.”

O Diretor da AICS, Marco Riccardo Rusconi, sublinhou o impacto estrutural da iniciativa: “Um marco essencial desta transformação é a criação do Centro Nacional de Conservação da Biodiversidade, que já iniciou a preparação de protocolos de monitoramento e programas de capacitação em estreita colaboração com os Ministérios competentes e com a Universidade Eduardo Mondlane.”

Por sua vez, o Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, expressou o reconhecimento da instituição: “Queremos agradecer, do fundo do coração, o apoio concedido por todos os intervenientes no processo de requalificação do nosso Museu de História Natural, com especial destaque para os nossos parceiros da República Italiana.”

A reabertura do Museu de História Natural de Maputo constitui um marco histórico para a preservação do património cultural e científico de Moçambique e simboliza não apenas a valorização da investigação, da educação e da cultura, mas também o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e Itália.

Com esta requalificação, o Museu assume uma posição renovada como centro de conhecimento, divulgação científica e atração cultural, contribuindo para a promoção da biodiversidade e para a formação de uma nova consciência ambiental no país.

 

Visita do Director da AICS a Moçambique

De 27 a 30 de setembro, o Diretor da Agência Italiana para a Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), Marco Riccardo Rusconi, realizou uma missão a Moçambique, durante a qual visitou de perto alguns projetos apoiados pela Cooperação italiana.

Acompanhado pelo Titular da Sede de Maputo, Paolo Enrico Sertoli, o Diretor esteve no Município de Marracuene, onde tomou contacto com as atividades do projeto A-GEO – Ambiente, Green/Blue Economy e Emprego, que, graças aos fundos da Itália, transformou a Macaneta na praia piloto do país.

Durante a visita, Rusconi pôde observar as atividades de piscicultura promovidas pela associação local, já beneficiária da distribuição de 19.750 alevinos à Associação Hobjana; visitou ainda as quatro torres de salvamento e assistiu a uma demonstração prática realizada pelos 18 nadadores-salvadores formados no âmbito do projeto. Com o Presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, discutiu perspetivas de futura colaboração, nomeadamente a construção de novas infraestruturas em apoio ao desenvolvimento do município, como uma esquadra de polícia local ou um mercado do peixe.

A missão incluiu igualmente um momento institucional de grande relevo com a inauguração da nova Sala Operativa do CENOE, realizada no âmbito do programa Ready2Act, implementado pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres de Moçambique (INGD) em parceria com a Fundação CIMA, com a colaboração da WeWorld e com o apoio estratégico do Departamento da Proteção Civil italiana.

Moçambique é um dos países mais vulneráveis do continente africano aos choques climáticos, como já foi demonstrado no passado pelos ciclones Idai, Kenneth e Freddy. “Graças a esta nova infraestrutura, o país está hoje mais preparado para coordenar as intervenções em caso de emergências climáticas e humanitárias. Integrada na lógica do sistema nacional de proteção civil, esta Sala reforça a capacidade de Moçambique de coordenar de forma integrada a previsão, o alerta e a resposta às emergências”, comentou Rusconi.

A missão contou também com um momento significativo de valorização do património cultural e científico, com a reabertura do Museu de História Natural de Maputo, edifício histórico da capital, fundado em 1911 e encerrado em 2023 para obras de requalificação, realizadas graças a um investimento de 4.250.000 euros no âmbito do programa RINO, destinados especificamente à sua valorização.

As coleções do Museu distinguem-se pela extraordinária riqueza científica e patrimonial: entre as peças de maior relevo contam-se mais de 200 mamíferos, 10.137 aves, 176.527 insetos, 1.250 invertebrados e 150 répteis taxidermizados. Paralelamente a este património único, o Museu renovado apresenta novas áreas temáticas, incluindo uma sala etnográfica com cerca de 500 objetos ligados às práticas culturais dos diferentes povos moçambicanos – arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria – enriquecida por um arquivo fotográfico histórico.

Na sua intervenção, o Diretor Rusconi sublinhou que “Moçambique dispõe agora de um Museu de História Natural renovado e moderno, pensado para o futuro da investigação e da conservação. A Cooperação italiana orgulha-se de ter contribuído para este percurso e reafirma o seu compromisso em prol da ciência, da educação e da sustentabilidade.”

Durante a sua estadia, o Diretor reuniu-se também com a equipa técnica da AICS para fazer o ponto de situação sobre os vários projetos em curso, bem como com a GONG – associação que coordena mais de 36 organizações da sociedade civil presentes no país. Teve igualmente encontros com representantes do setor privado, como a ENI, e do mundo académico, entre os quais a Universidade Sapienza de Roma e a Fundação CIMA. Finalmente, encontrou-se com o Instituto Dom Bosco para avaliar possíveis colaborações futuras.

Comentando os resultados da missão, Rusconi declarou: “Moçambique é um país prioritário para a Cooperação italiana, aqui presente há meio século, e para o Plano Mattei. Estamos a trabalhar para implementar, o mais rapidamente possível, projetos de grande ambição, com o envolvimento da sociedade civil, das excelências técnicas italianas, do setor privado e da academia. Deste modo, pretendemos apresentar-nos ainda mais aos amigos moçambicanos como parceiros a 360 graus.”

Educação e inclusão em foco: inauguradas a nova escola comunitária e a Casa da Mulher em Nhang’ona e N’cantho, no distrito de Dôa, na província de Tete

As crianças de Nhang’ona, no distrito de Dôa, na província de Tete, finalmente têm uma escola digna desse nome. Depois do ciclone de 2021 ter destruído a antiga estrutura, os alunos eram obrigados a assistir às aulas debaixo de um alpendre improvisado. “As crianças estavam constantemente distraídas com qualquer coisa — um carro, uma ave, alguém a passar”, comentou Guida Levi Bandiel, directora da escola comunitária de Nhang’ona. “Agora, nas salas de aula, conseguem concentrar-se e prestar atenção aos professores, e a aprendizagem melhorou significativamente.”

Davide Ganâcio Gume, encarregado de educação que participou da cerimónia de inauguração da escola comunitária, acrescentou: “Mesmo quando chove, eles podem ir à escola sem perder nenhuma aula. Em casa, vemos que o desempenho escolar das nossas cinco crianças está muito melhor.”

O sucesso da nova escola já se reflete na procura crescente: a diretora destaca que as salas inauguradas rapidamente se mostraram insuficientes para atender a demanda. “Todas as crianças das comunidades vizinhas querem estudar aqui, o que mostra o quanto a escola se tornou um espaço valorizado e confiável. Por isso, continuamos a usar o alpendre para acomodar todos os alunos”, explicou Guida Levi Bandiel. Esse aumento na procura é um sinal claro de que a comunidade reconhece o valor do investimento em educação e que o desenvolvimento local está em pleno movimento. A escola comunitária atende, neste momento, 359 crianças, sendo 191 meninas e 168 meninos.

No pátio da escola, foram plantadas árvores de fruto, não apenas para melhorar a alimentação das crianças, mas também para envolvê-las no cuidado e crescimento das plantas.

Em N’cantho, a comunidade aguardava um espaço para se reunir e realizar actividades de formação. Com a inauguração da Casa da Mulher, esse desenvolvimento já começou a transformar a realidade local. Novas prioridades surgem à medida que a comunidade cresce e se organiza. Entre elas, a electrificação do espaço, que o administrador do distrito de Dôa garantiu que será realizada em breve.

A inauguração, realizada em 11 de setembro, contou com a presença do governador da província de Tete, Domingos Viola, das autoridades locais e tradicionais juntamente com os parceiros de cooperação do programa DELPAZ. Toda a comunidade celebrou a entrega da nova escola em Nhang’ona e da Casa da Mulher em N’cantho. O governador frisou que essas intervenções fazem parte do DELPAZ — iniciativa do Governo de Moçambique, após o Acordo de Paz de Maputo de 2019, financiada pela União Europeia e implementada pela AICS com o consórcio de organizações da sociedade civil liderado pela SaveTheChildren, com WeWorld-GVC, Kubecera, Fundação Seppa, CEPCB — que visa promover a paz, a inclusão e o desenvolvimento económico local nas áreas mais afectadas pelo conflito, e realçou a importância da cooperação entre todos os actores.

O director da AICS-Maputo enviou um discurso, que foi lido durante cerimónia de inauguração, agradecendo às autoridades, parceiros e à comunidade, destacando a importância da escola e da Casa da Mulher como espaços de aprendizagem, diálogo e convivência, ressaltando, também, o apoio contínuo da Cooperação Italiana a Moçambique, promovendo desenvolvimento, inclusão e paz.

 

 

AICS Maputo destaca projetos e parcerias na 60.ª FACIM

A Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) – Sede de Maputo marcou presença na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), o maior evento do setor privado em Moçambique, realizada de 25 a 31 de agosto em Marracuene. O stand da AICS integrou-se no Pavilhão de Itália, organizado pela ICE – Italian Trade Agency, ao lado de outras 15 empresas italianas, evidenciando o saber-fazer e a excelência do Made in Italy.

Para a FACIM, a AICS preparou uma agenda cultural diversificada. No dia 26 de agosto, dedicado à agricultura, realizou-se o painel “Da Terra à Chávena: a Cadeia de Valor do Café Moçambicano e o Plano Mattei em Acção”. O evento contou com a presença da Vice-Directora da AICS, Maria Cristina Pescante, de Simone Santi, Presidente da Câmara de Comércio Itália–Moçambique, de Paolo Gozzoli, Representante da ICE em Moçambique, bem como de representantes do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, da UNIDO e da Amocafé.

Durante a sessão foi apresentado o Coffee Hub de Maputo, um centro de promoção e valorização do café moçambicano que será instalado no FEIMA no âmbito do projeto MAIS VALOR 2, implementado pela UNIDO e financiado pelo Governo Italiano através da AICS.

Na ocasião, Maria Cristina Pescante destacou: “Queremos revitalizar o café moçambicano através de uma abordagem centrada na qualidade e na sustentabilidade, garantindo aos pequenos produtores o acesso a oportunidades reais”.

O encontro terminou com uma sessão de coffee cupping, que permitiu aos participantes degustar mais de oito variedades de café moçambicano, promovendo a excelência e o potencial do setor cafeeiro nacional.

No dia 27, dedicado à saúde, 71 pessoas realizaram rastreios gratuitos para doenças como diabetes e hipertensão. Em parceria com a Rádio Moçambique, foram transmitidas mensagens de sensibilização sobre a prevenção de doenças não transmissíveis. Além disso, uma sessão de 30 minutos de exercício físico reforçou a importância da atividade física na prevenção deste tipo de doenças.

Por último, no dia 29 de agosto, dedicado ao setor da criação de emprego, a Vice-Diretora Maria Cristina Pescante apresentou a AICS e as suas perspetivas de colaboração com o setor privado. Seguiu-se o painel “Conectando Educação, Inovação e Empresas em Moçambique”, com a participação de Paolo Gozzoli, Diretor da ICE, Luís Neves Domingo, Diretor do CIUEM, e Inácio Ticongolo, professor no ISUTC – Instituto Superior de Transportes e Comunicação.

O evento encerrou com uma sessão de pitch apresentada por quatro start-ups, selecionadas entre as 35 apoiadas pela incubadora de negócios da Universidade Eduardo Mondlane, criada no âmbito dos programas Coding Girls e ICT4DEV.

O stand da AICS recebeu um grande número de visitantes, incluindo empresários, estudantes, jornalistas e curiosos interessados em conhecer melhor os projetos da Cooperação Italiana em Moçambique. Um dos pontos altos foi a visita do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, que na abertura do evento expressou o seu agradecimento pelo contributo da AICS para o desenvolvimento sustentável do país.