Pontos verdes (CDR) – Engajando pequenos Produtores como o Paulo Lequissio a aumentar sua renda por meio de Agricultura inteligente e estimulando a consciência na Inclusão

Paulo Lequissio, 60 anos, é residente na Comunidade de Mwanalirenji, posto Administrativo de Zobué, distrito de Moatize é casado com Sitifonia Mapios, mãe de 6 filhos. O senhor Paulo é beneficiário do Programa DELPAZ desde 2023.

“A primeira vez que ouvi falar do DELPAZ foi quando fomos convocados pelo nosso líder a participar de uma seleção de baixo das nossas mangueiras onde estavam alguns homens que nos falaram da agricultura de conservação e sobre Paz e reconciliação”, conta o senhor Paulo. “Fiquei muito interessado porque eles falavam de uma comunidade inclusiva e logo aceitei participar para aprender coisas que para mim eram novas”.

“Fomos informados que é possível produzir e obter bons rendimentos sem gastar muito dinheiro comprado medicamentos, adubos e sem gastar nosso milho para dar as mães de sachas como pagamento pelo trabalho”, continua o senhor Paulo, acrescentando que achou os argumentos tão convincentes que assim decidiu adoptar a título experimental as práticas de agricultura de conservação, poupanças e participar nos debates sobre a ’Paz, Reconciliação e inclusão’ “com nossos irmãos na comunidade vulgos DDR”. Foi assim que preparou uma área pequena de 1350m2 (30m x 45m) para produzir tomate e 800m2 (20mx40m) para produzir Feijão Vulgar.

O Sr. Paulo foi um dos beneficiários desta iniciativa. Recebeu catana, enxada, regado, semente de tomate e feijão vulgar com assistência técnica completa para implementação de agricultura de conservação.

Ainda em conversa, o senhor Paulo contou-nos que o rendimento que obteve na primeira experiência da prática de agricultura de conservação – usando a cobertura morta (mulching) e o biopesticida conhecido localmente por Manguala de folhas amargas (pesticidas biológicas) e o uso de Manhoa (esterco animal) nas suas parcelas, foi tão satisfatório que decidiu aumentar a área de cultivo usando as mesmas técnicas de Agricultura de conservação pelo menos para meio hectare. “Faz tempo que venho produzido tomate e feijão, porém na pequena área que preparei 1350m2 (0,135 hectare), usando 10g de tomate na variedade Rio Grande e a 1kg de feijão vulgar na variedade Catarina, distribuídos no âmbito de DELPAZ consegui 35 cestos de 30kg de tomate e 4 latas de feijão”.

No momento da colheita e venda de tomate e feijão o preço do mercado já estava muito baixo, contudo conseguiu ter um lucro de 7000 MT com a venda dos 30 cestos e duas latas de feijão. Com o lucro obtido a partir da venda desta produção foi possível comprar 30 galinhas, material escolar para os filhos, roupas, alimentação para casa e alugar carrinha de mão para puxar o esterco bovino para a machamba.

Segundo ele, antes do seu engajamento com DELPAZ não usava a agricultura de conservação porque nunca imaginou que fosse possível produzir sem que haja custos com pesticidas, adubos inorgânicos e também por desconhecimento das suas vantagens. No lugar da semente melhorada ele usava o grão selecionado da campanha anterior para a cultura de feijão, e usava uma taxa de sementeira muito alta o que infelizmente dava rendimentos muito baixo. Mas com os treinamentos sistemáticos promovido pelo DELPAZ nas comunidades sobre as práticas da agricultura inteligente produção sustentável, uso de compactos e densidade adequada, associado aos bons rendimentos obtidos, foi entendendo a necessidade do uso de factores de produção locais, como o uso das plantas locais para produção de pesticidas, esterco animal local para adubação e uso de mulching.

Na comunidade, ele considera-se um testemunho vivo do impacto da intervenção do DELPAZ: “Hoje, por experiência própria, sou testemunha do que a prática da agricultura de conservação usando Mulching, taxa de sementeira ideal, adubação orgânica e pesticidas orgânicas podem fazer em termos de sustentabilidade e rentabilidade’’.

O senhor Paulo, satisfeito com os resultados obtidos anteriormente, pretende aumentar a sua área de produção para um hectare (1 ha) em agricultura de conservação para produção de hortícolas e reza para que a chuva se faça sentir para ter bons resultados tendo em conta que ele não tem uma motobomba. Com o aumento dos seus rendimentos ele pretende iniciar uma poupança com a parte dos lucros de modo a conseguir concretizar futuramente o sonho de comprar uma camioneta para escoar os seus produtos pessoalmente sem ter de perder muita produção por falta de meio de transporte para escoar a sua produção.

O senhor Paulo está deveras satisfeito e deseja que o DELPAZ continuará apoiando a sua comunidade e agradece especialmente os técnicos que dia a dia estão com eles, no terreno.

 

Questionário MTR 2024 sobre as actividades da cooperação italiana em Moçambique

O Escritório em Maputo da Cooperação Italiana iniciou um exercício de revisão intercalar (Mid Term Review – MTR 2024) das actividades promovidas pela Cooperação Italiana em Moçambique, para acompanhar a implementação do Plano Indicativo Plurianual (PIP) Itália – Moçambique 2022-2026 e garantir o alinhamento da acção italiana aos programas nacionais de desenvolvimento, como previsto pelo mesmo plano.
Este exercício – além de actividades de análise dos projectos e dos indicadores de resultado – inclui uma consulta dos parceiros directos e indirectos. Para este fim, gostaríamos de convidá-lo(a) em preencher o questionário disponível ao link seguinte.
Agradecemos antecipadamente pela sua colaboração.

Comité provincial quer extensão do DELPAZ para assegurar sustentabilidade dos projectos em Manica

O comité provincial de coordenação do DELPAZ, em Manica, recomendou a extensão do programa por um ano, até 2025, para assegurar que todos os investimentos já realizados, em pessoal e infraestruturas sociais, se tornem sustentáveis e continuem a beneficiar as comunidades no fim da sua implementação.

O órgão de coordenação, reunido de forma híbrida (presencial e remota) no 5o comité provincial de Manica, a 29 de Maio, na sede distrital de Macossa, cujo debate foi dominado pela extensão do programa, aplaudiu os ganhos e o impacto social até agora conseguidos com a implementação do DELPAZ nos cinco distritos e sugeriu a aceleração da execução dos planos para recuperar o atraso.

Os membros do comité defendem que as comunidades precisam de mais tempo para se apropriar dos investimentos em curso, que estão a melhorar suas rendas e condições de vida, através de meios de subsistência, além de estar a impactar diretamente com as atividades agrícolas e infraestruturas públicas, como fontes de água, mercados, armazéns e outros.

“Tudo está a acontecer no fim, e para termos todos os ganhos que pretendíamos com o DELPAZ era importante replanificar”, para garantir que haja uma estratégia de saída e sustentabilidade, e que deve ser integrado nos planos dos distritos, vincou Adelaide Charles, Secretaria Permanente do distrito anfitrião.

“Estamos no caminho meio andado. Agora as coisas estão a animar porque estão a ser feitas, e precisamos garantir a sustentabilidade, porque a experiência que temos é que muitos projectos descontinuaram com a sua saída, e de nada vai servir se queremos contribuir na consolidação da paz”, reforçou Ernesto Lopes, director provincial de Agricultura e Pescas de Manica.

A Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), que implementa o DELPAZ em Manica e Tete, em parceria com um consórcio de organizações da sociedade civil liderado pela ONG italiana Helpcode, observou que a extensão do programa está em mesa e continua em aberto, tendo já sido abordada na reunião do Comité Nacional, decorrido a 24 de Maio em Maputo.

Em todos os 5 distritos da província de Manica, o DELPAZ está a implementar projectos nas áreas de agricultura, infraestruturas e empreendedorismo, para assegurar a reintegração económica e social de todos os ex-combatentes, suas famílias e comunidades rurais atingidas pelo conflito para alcançar uma paz duradoura em Moçambique.

Entretanto, o comité provincial de coordenação de Manica, avaliou de forma positiva o progresso das actividades do DELPAZ entre Novembro de 2023 e Abril de 2024, destacando a construção, reabilitação, extensão e apetrechamento de infraestruturas publicas, além de capacitação de 64 técnicos dos serviços públicos e 77 membros das comunidades para melhorar a governação local e meios de subsistência das comunidades.

Acesso à água

No período em alusão, a AICS anota que foram construídas seis infraestruturas hidráulicas, foram reabilitadas oito infraestruturas hidráulicas e foi convertido um sistema de bombeamento manual para solar, beneficiando mais de 19.000 pessoas, incluindo ex-guerrilheiros no âmbito do DDR. Do total dos beneficiários, 60% são mulheres.

No distrito de Barué foram construídas duas fontes de abastecimento de água que impactam directamente mais de 3.800 pessoas de duas comunidades, onde igualmente vivem 12 ex-guerrilheiros no âmbito do DDR.

Em Gondola, foram construídas duas fontes de abastecimento de água, que beneficiam mais de 1.200 pessoas de duas comunidades, onde esta enquadrado um antigo guerrilheiro.

Já em Macossa, foram reabilitadas oito fontes de abastecimento de água que tem impacto direto na vida de mais de 11.600 pessoas, incluindo 8 desmobilizados de guerra, enquanto que em Guro, foi construída uma fonte de abastecimento de água, que beneficia mais de 600 pessoas da comunidade.

No distrito de Tambara, foi construída uma fonte de abastecimento e convertido um sistema de bombeamento manual para bombeamento fotovoltaico beneficiando 2.700 membros de duas comunidades e cinco membros do DDR.

Outrossim, de um total de 13 comunidades dos cinco distritos que devem se beneficiar de furos multiuso, alimentados a energia solar, foram realizadas pesquisas geofísicas em Macossa, enquanto já foram executadas duas perfurações com sucesso em duas comunidades de Gondola, um furo positivo e um negativo em Barué, dois furos em Guro, e concluídas as perfurações nas três comunidades de Tambara.

Agricultura

Na área agrícola, prosseguiu a AICS, houve aumento da adoção de tecnologias e práticas agrícolas inteligentes para o incremento da produção e produtividade, com a assistência das instituições locais para serem “incubadoras verdes”, tendo sido beneficiadas 51 associações agrícolas.

Igualmente foram instalados 47 campos de demonstração, para milho, mapira, feijão, nhemba e amendoim, tendo sido entregues sementes certificadas. Também foram entregues sementes certificadas de hortaliças e feijão vulgar e distribuição de materiais de produção. Igualmente foram instalados 18 de multiplicação.

Foram igualmente implantados cinco pontos verdes, sendo um por cada distrito, onde alem de infraestruturas de rega e incubadoras (sombrite), é dada a assistência técnica regular na produção e comercialização.

Ainda na componente agrícola, foram construídos corredores de tratamento para animais, reabilitação de um tanque carracicida em Guro e Macossa, e reabilitação de um mercado e armazém distrital de Macossa para viabilizar a produção agrícola.

Foi montado um sistema de rega em Guro, e instalado um sistema de irrigação gota a gota e de um sistema de irrigação por gravidade em Tambara.

Formação

Foram realizados treinamento de associativismo e liderança. No âmbito da melhoria da prestação de serviço de atores públicos, privados e da sociedade civil, foram formados 64 técnicos dos serviços públicos dos 5 distritos sobre direitos humanos, cidadania, literacia financeira, governação participativa e proteção de abuso sexual.

Igualmente foram formadas 77 pessoas em direitos humanos, igualdade de género, liderança, mudanças climáticas, empoderamento económico e gestão de negocio e poupança, no âmbito da criação de capacidade local.

Foram criados também 7 grupos de poupanças nas associações de produtores para suportar o empoderamento das mulheres e a inclusão social ao nível distrital e comunitário.

Foram também concluídos 2 ciclos de formação, que abrangeu 131 jovens pequenos agricultores dos distritos de Barué e Guro (20% deles são familiares de ex-guerrilheiros no âmbito do DDR) nas áreas de técnicas de produção agrícola, animal e de conservação de produtos agrícolas, em parceria com o Instituto Agrário de Chimoio (IAC), a instituição mais antiga do ramo em Moçambique e em África.

 

 

 

 

Presença da AICS na Macfrut

 

Hoje teve início a 41 edição da Macfrut, a feira internacional de Rimini e um ponto de referência para o sector de frutas e legumes no mundo, com mais de 1400 expositores presentes. A Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), esta presente neste evento com um stand envolvendo 13 sedes externas da agência, entre as quais a Sede Regional da AICS- Maputo.

No primeiro dia do evento, teve lugar um seminário titulado “Cooperar para a Inovação, o Plano Mattei aplicado as realidades locais” que contou com a intervenção do Director da AICS, Marco Rusconi, onde afirmou que “A AICS renova e aumenta a sua presença na Macfrut, à luz de um crescente envolvimento da Agência no setor hortofrutícola e na segurança alimentar, que sempre foram setores importantes das nossas ações de cooperação

O seminário contou ainda com uma apresentação do Director da Sede Regional de Maputo, Paolo Enrico Sertoli, nomeadamente na secção dedicada “Ao apoio da AICS no desenvolvimento da cadeia de valor do café em Moçambique”, onde explicou que o país assinou um marco importante com a adesão a Organização Internacional do Café em Junho de 2023.

Fez igualmente uma análise SWOT, relevando que existem oportunidades para o sector privado, porque se trata de um café “de qualidade, valorizado com espécies nativas como o café de Ibo”, mas recordou igualmente as mudanças climáticas como uma ameaça para o desenvolvimento do sector do café. Conclui a sua apresentação, recordando aos ouvintes que em Junho terá lugar o primeiro festival do Café em Moçambique, que contará com o apoio da Agência.

A AICS- Sede Regional de Maputo, no âmbito dos seus projetos nomeadamente MAIS VALOR e SEMEANDO VALOR, levou uma delegação de associações moçambicanas para esta importante feira internacional, entre as quais a Associação dos Produtores do Café do Ibo, e Cooperativa Kuvanga, produtora de fruta tropical desidratada.

O stand da AICS Maputo, já recebeu várias visitas importantes, entre as quais queríamos destacar a presença do Ministro da Agricultura, Francesco Lollo, Embaixador de Moçambique em Itália, Álvaro Santos, uma delegação do Zimbabué assim como o Ministro de Agricultura, da Soberania Alimentar e das Florestas (MASAF).

Se está em Rimini, venha visitar-nos e fique a conhecer mais sobre os nossos projetos.

Lurdes, a ex-guerrilheira que alimentava uma companhia, hoje produz para educar os filhos

Lurdes António, 68 anos, não teve acesso a educação formal na infância, como a maioria das mulheres daquela época nas zonas rurais de Moçambique. Foi recrutada para a base (de Minga), da guerrilha da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em 1982, aos 26 anos. Teve treino militar em Mandie, no distrito de Guro, na província de Manica.

No auge da guerra civil, passou por cinco bases militares da guerrilha, e produzia comida nos campos agrícolas de civis e dos militares e cozinhava para a companhia, onde conheceu depois o seu marido, também ex-guerrilheiro.

“Minha tarefa era carregar bagagens dos militares e cozinhar para eles nas suas missões. Se nos dissessem vamos a um lugar, apenas carregávamos bagagens e seguíamos, e terminado o programa – quer seja de reconhecimento ou ataque – regressávamos. Daí mandavam-nos para nossas casas e seriamos chamados quando houvesse um novo programa”, conta.

A seca e a fome severa atingiram Moçambique no final dos anos 80, e um “sofrimento terrível” abalou a sua companhia, quando decidiu com o marido abandonar a guerra e seguir viagem para se instalar em Nhamadjiua, no posto administrativo de Nhampassa, no distrito de Barué, província de Manica, onde foram depois desmobilizados com o fim da guerra em 1992.

“Em 2012 voltamos a responder ‘o chamado da revolução’, convocado pelo líder histórico Afonso Dhlakama”, que já vinha a denunciar falhas graves na implementação do Acordo Geral de Paz (AGP) de Roma.

Lurdes António voltou a ser desmobilizada junto com o marido em 2021, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos ex-guerrilheiros da Renamo em Barué.

Desde então passou a se dedicar a agricultura e aprendeu novas técnicas agrícolas introduzidas com o Programa DELPAZ, que está a assegurar a reintegração económica e social de todos os ex-combatentes, suas famílias e comunidades rurais atingidas pelo conflito para alcançar uma paz duradoura em Moçambique.

“O DELPAZ veio e está a nos ensinar. Fazíamos cultivos de forma rudimentar, com sementes tradicionais e tínhamos muitas perdas, mas agora estamos a usar técnicas agrícolas melhoradas, usamos linhas para as covas na sementeira, e já temos rendimentos para educar os nossos filhos”, explica avivada com as novas conquistas.

 

Curso Internacional Avançado para o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Costeiras

A quinta edição do Curso Internacional Avançado para o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Costeiras arrancou ontem na Delegação Tricase do CIHEAM Bari. Este ano, o programa acolhe uma delegação de 13 funcionários ministeriais de 10 países costeiros mediterrânicos e africanos, incluindo a Albânia, Argélia, Egipto, Quénia, Líbano, Moçambique, Senegal, Somália, Tunísia e Uganda.

Financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional (MAECI) de Itália, o curso é organizado pelo CIHEAM Bari com o apoio técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Comissão Geral das Pescas do Mediterrâneo (CGPM). O principal objetivo é apoiar a Transformação Azul e o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Costeiras, promovendo uma abordagem integrada que tenha em conta as múltiplas dimensões da sustentabilidade e o equilíbrio entre a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconómico.

Durante a cerimónia de abertura, foi sublinhada a presença de peritos internacionais, bem como a participação da comunidade local. Em particular, as conclusões foram confiadas a Paolo Enrico Sertoli, Chefe do Gabinete de Maputo da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), que apresentou a mensagem da AICS Maputo de colaboração e apoio aos esforços de desenvolvimento sustentável em Moçambique.

A comunidade local acolheu a delegação internacional visitante, destacando o papel inclusivo e inspirador do Museu do Porto Tricase, onde a diversidade cultural promove a partilha de ideias e perspectivas para um futuro mais sustentável das comunidades costeiras globais. Esta quinta edição do curso oferece uma importante oportunidade de diálogo e cooperação entre especialistas, investigadores, decisores e comunidades locais, lançando as bases para um compromisso conjunto com a sustentabilidade ambiental e social.

Além disso, Paolo Enrico Sertoli destacou o papel crucial do AICS Maputo na promoção do desenvolvimento sustentável em Moçambique, afirmando que “através das iniciativas do AICS em Moçambique, está a ser promovida uma abordagem integrada para apoiar a Transformação Azul e o Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Costeiras”.

O Chefe de Gabinete da AICS Maputo sublinhou ainda que “o envolvimento activo do AICS Maputo na capacitação e apoio regulamentar reflecte o compromisso da Agência em apoiar Moçambique na adesão às convenções e protocolos internacionais, contribuindo assim para os esforços nacionais de gestão costeira e marinha sustentável.”

Este reconhecimento foi reiterado por Sertoli, que afirmou que “as iniciativas em curso lideradas pelo AICS Maputo, incluindo as propostas na província de Cabo Delgado, são exemplos tangíveis do compromisso da Agência em fomentar modelos de gestão participativa e sustentável, assegurando o envolvimento ativo das comunidades e instituições locais na conservação dos ecossistemas marinhos”.

O Curso conta com a presença de Ciro Novidade, actual Chefe do Departamento Central de Administração do Mar do Instituto Nacional do Mar (INAMAR, IP). A sua presença entre os participantes reflecte o empenho de Moçambique em contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras através da participação em iniciativas internacionais de formação especializada.

Italia e Mozambico rafforzano la cooperazione in campo sanitario con il lancio di un progetto per la prevenzione e il controllo delle malattie non trasmissibili

“Questo progetto, che amplia una precedente iniziativa del 2019, rafforza l’impegno dell’Italia per la salute in Mozambico”. Lo ha detto Gianni Bardini, ambasciatore d’Italia in Mozambico, oggi durante la cerimonia di lancio del progetto “Prevenzione e controllo delle malattie non trasmissibili”, esprimendo gratitudine per la collaborazione tra i due Paesi.

Evidenziando la lunga storia di cooperazione tra Italia e Mozambico, Bardini ha sottolineato l’importanza strategica della salute nelle relazioni bilaterali. L’impegno italiano è stato formalizzato nel “Piano indicativo pluriennale Italia-Mozambico 2022-2026”, con un investimento di 85 milioni di euro, con priorità al settore sanitario.

Il progetto copre diverse aree, tra cui la formazione del personale sanitario e il sostegno al Ministero della Salute. Sulla base di studi che evidenziano la crescente prevalenza delle malattie non trasmissibili, il progetto mira a rafforzare la capacità di prevenire e curare queste patologie.

Oltre alle azioni già attuate, il progetto apporta una novità cruciale: la sensibilizzazione sul rapporto tra malattie non trasmissibili e disabilità, cercando di facilitare l’accesso a servizi e trattamenti adeguati.

Gli ambiziosi obiettivi del progetto comprendono lo screening di centinaia di migliaia di persone e l’identificazione di casi di diabete, ipertensione e cancro. L’implementazione è realizzata in collaborazione con le istituzioni mozambicane e con tre ONG italiane riconosciute per il loro impegno nella sanità in Mozambico: CUAMM, leader del consorzio, Comunità di Sant’Egidio ACAP e AIFO.

Il Ministro della Salute, Armindo Daniel Tiago, ha sottolineato come questo progetto rappresenti un’altra pietra miliare nella lunga e proficua collaborazione tra Italia e Mozambico, che risale ai tempi dell’indipendenza del Paese, nel 1975.

Nel suo discorso, il Ministro della Salute ha evidenziato le sfide sanitarie che il Mozambico deve affrontare, in particolare l’allarmante aumento della prevalenza di malattie non trasmissibili, come le malattie cardiovascolari, il diabete, il cancro, le malattie respiratorie croniche e i traumi. Con dati preoccupanti che rivelano tassi significativi di ipertensione, diabete e cancro, il Ministro ha sottolineato l’importanza di misure preventive per mitigare queste malattie evitabili.

Il progetto finanziato dall’Agenzia italiana mira ad affrontare queste sfide rafforzando la capacità di sorveglianza, prevenzione e trattamento delle malattie non trasmissibili. Con un budget di circa 5 milioni di euro in tre anni, il programma sarà attuato in 20 unità sanitarie in tre province chiave: Zambézia, Sofala e Maputo.

Il progetto si concentrerà sull’integrazione delle cure per l’ipertensione e il diabete nei servizi sanitari di base, con particolare attenzione alle persone con disabilità. Si spera che questa iniziativa possa contribuire in modo significativo al miglioramento degli indicatori di salute della popolazione mozambicana.

Al termine dell’evento, il Ministro della Salute ha espresso la sua profonda gratitudine all’Agenzia Italiana per la Cooperazione allo Sviluppo, ha ribadito il suo impegno a continuare a rafforzare la collaborazione tra i due Paesi per la salute e il benessere della popolazione mozambicana e ha lanciato la sfida della digitalizzazione del settore sanitario.

 

 

 

Cerimonia di posa della prima pietra della scuola elementare di Cabango nel distretto di Moatize

Il 19 aprile 2024, la comunità di Nkhondzi, situata nel posto amministrativo di Zobbue, nel distretto di Moatize, ha partecipato all’avvio della costruzione di un’infrastruttura nella propria località: la scuola primaria di Cabango.

La cerimonia, guidata dall’amministratore del distretto di Moatize, Eugenio Pedro Muchanga, ha segnato l’inizio di un ambizioso progetto volto a migliorare le condizioni educative dei 625 alunni iscritti alla scuola.

L’evento è iniziato con cerimonie  tradizionali che riflettono la cultura e la soddisfazione della popolazione locale. L’Amministratore, accompagnato dai membri del consorzio, dalle autorità tradizionali locali, e dagli studenti, si è recato al cantiere, dove ha avuto luogo la posa simbolica della prima pietra. L’appaltatore incaricato, Suli Construções, si è impegnato a completare la costruzione delle due aule, del blocco amministrativo e delle tre latrine doppie entro due mesi, garantendo la qualità del lavoro.

Bellissimi spettacoli culturali, tra cui una rappresentazione teatrale e danze tradizionali, hanno arricchito l’evento. I discorsi sono stati tenuti dall’Amministratore, dal responsabile del programma DELPAZ Tete, João Simbine, dal rappresentante di WeWorld, Vincenzo Bevivino, nonché dai direttori di SDEJT e SDPI, e dagli amministratori della località.

João Simbine ha spiegato brevemente lo scopo del programma DELPAZ, sottolineandone l’importanza per la costruzione della pace e lo sviluppo locale. Finanziato dall’Unione Europea e attuato nella provincia di Tete dall’Agenzia Italiana per la Cooperazione allo Sviluppo (AICS) attraverso un consorzio di ONG guidato da Save The Children, il programma DELPAZ fa parte dell’accordo di pace tra il governo e la Renamo, firmato nel 2019. Nella provincia di Tete, DELPAZ viene attuato in tre distretti – Moatize, Doa e Tsangano – da quattro partner: WeWorld-GVC, SEPPA (Agribusiness & Consultancy), KUBECERA e Associação Amanhecer para Protecção de Terra e Recursos Naturais) e CEPCB (Centro per gli studi sulla pace, i conflitti e il benessere), con l’obiettivo di beneficiare le comunità locali e promuovere lo sviluppo sostenibile.

L’avvio della costruzione della scuola primaria di Cabango rappresenta un’importante pietra miliare per la comunità di Nkhondzi e per l’intero distretto di Moatize. Questa iniziativa dimostra l’impegno delle autorità locali e dei partner internazionali per migliorare l’istruzione e lo sviluppo della regione. Si spera che questa nuova infrastruttura fornisca un ambiente di apprendimento più adeguato e contribuisca alla crescita e al benessere degli studenti e della comunità in generale.

Il servizio di Rádio Moçambique: https://jmp.sh/mMbiwq1L

 

Cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da Escola Primária de Cabango, no distrito de Moatize

No dia 19 de Abril de 2024, a comunidade de Nkhondzi, localizada no Posto Administrativo de Zobbue, distrito de Moatize, participou do lançamento da construção de infraestruturas na sua localidade: a Escola Primária de Cabango.

A cerimónia, liderada pelo Administrador do distrito de Moatize, Eugenio Pedro Muchanga, marcou o início de um projeto ambicioso que visa melhorar as condições educacionais para os 625 alunos matriculados na escola.

A cerimónia teve início com práticas tradicionais que reflectem a cultura e a satisfação da população local. O Administrador, acompanhado pelos membros do consórcio implementador, pelos líderes locais, e pelos estudantes, dirigiu-se ao local da obra, onde foi feito o lançamento simbólico da primeira pedra. O empreiteiro responsável, Suli Construções, comprometeu-se a concluir a construção das duas salas de aula, um bloco administrativo e três latrinas duplas dentro de dois meses, garantindo a qualidade dos trabalhos.

Lindas apresentações culturais, incluindo uma peça teatral e danças tradicionais, enriqueceram o evento. Discursos foram proferidos pelo Administrador, pelo representante de Save the Children em Tete, João Simbine, pelo representante da WeWorld, Vincenzo Bevivino, bem como pelos directores de SDEJT e SDPI, o Chefe do posto e da localidade.

João Simbine explicou brevemente o propósito do programa, destacando a sua importância para a consolidação da paz e o desenvolvimento local. Financiado pela União Europeia, implementado na Província de Tete pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) através de um consórcio de ONGs liderado pela Save The Children, o programa DELPAZ é parte do acordo de paz entre o governo e a Renamo, assinado em 2019. Na Província de Tete, DELPAZ está a ser implementado em três distritos – Moatize, Doa e Tsangano – por quatro parceiros, nomeadamente: WeWorld-GVC, SEPPA (Agro-negócios & Consultoria), KUBECERA e Associação Amanhecer para Protecção de Terra e Recursos Naturais) e CEPCB (Centro de Estudos de Paz, Conflito e Bem-Estar),  com o objectivo de beneficiar comunidades locais e promover o desenvolvimento sustentável.

O lançamento da construção na Escola Primária de Cabango representa um marco importante para a comunidade de Nkhondzi e para o distrito de Moatize como um todo. Essa iniciativa demonstra o compromisso das autoridades locais e dos parceiros internacionais com a melhoria da educação e o desenvolvimento da região. Espera-se que essa infraestrutura recém-inaugurada proporcione um ambiente de aprendizado mais adequado e contribua para o crescimento e o bem-estar dos alunos e da comunidade em geral.

 

A reportagem de Rádio Moçambique: https://jmp.sh/mMbiwq1L

 

Lançamento da Iniciativa AICS-CMM Infraestruturas verdes e resilientes a nível urbano na cidade de Maputo

 

No dia 17 de abril, em Maputo, como parte da realização do workshop de devolução de resultados do projeto AGRI-URB – Agricultura Urbana para Melhorar a Segurança Alimentar nos Assentamentos Informais de Maputo, a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento e a Câmara Municipal de Maputo apresentaram a iniciativa Infraestruturas Verdes e Resilientes a Nível Urbano na cidade de Maputo, financiada pela AICS e recentemente iniciada.

No evento estiveram presentes o Chefe da Sede Regional da AICS – Maputo, Paolo Enrico Sertoli, o Administrador do Distrito Municipal KaMpfumo, Samuel Miguel Modumela, o Vereador de Infraestruturas da Câmara Municipal de Maputo, João Munguambe, o Diretor Municipal do Ambiente, Sérgio Manhique, bem como representantes de agências de cooperação para o desenvolvimento, universidades, sociedade civil e setor privado.

Durante o discurso de abertura, Paolo Enrico Sertoli destacou como os resultados alcançados pelo AGRI-URB contribuíram para a segurança alimentar e nutricional da população da cidade de Maputo, mencionando, entre outras coisas, “o trabalho realizado na promoção de hortas urbanas nos assentamentos informais”. Ele também enfatizou a inclusão de Moçambique entre os países elegíveis para a implementação da Iniciativa Cidades Verdes, destacando que esta iniciativa da AICS visa melhorar o ambiente urbano, fortalecer as conexões entre cidade e campo, aumentar a resiliência dos sistemas alimentares e das populações urbanas a choques externos, e expandir os espaços verdes urbanos apoiando a silvicultura urbana e periurbana.

O Engenheiro Machanguele, técnico da Agência ativo no setor de Desenvolvimento Urbano e Infraestruturas, por sua vez, apresentou o compromisso da AICS na promoção da agricultura sustentável, também mencionando as parcerias ativas.

A iniciativa Infraestruturas Verdes e Resilientes a Nível Urbano na cidade de Maputo visa integrar processos de valorização de frações residuais orgânicas no ciclo de gestão de resíduos sólidos urbanos, e à instalação e operação da primeira unidade de compostagem descentralizada na Cidade de Maputo.

O evento permitiu registar o compromisso comum em contribuir para a identificação de soluções perante os principais desafios urbanos enfrentados, também pela capital moçambicana, onde o rápido e espontâneo crescimento urbano, associado aos impactos das mudanças climáticas, torna o ambiente urbano particularmente frágil e vulnerável, como amplamente evidenciado pelos efeitos provocados no território e na população após as copiosas precipitações das últimas semanas.