Lançamento do programa ECOBLU

 

No dia 10 de novembro de 2025 teve lugar em Pemba o lançamento do projecto ECOBLU – Desenvolvimento Sustentável e Integrado dos Recursos Marinhos e Costeiros na Província de Cabo Delgado.

Financiado pela Cooperação Italiana com um montante de 3,5 milhões de euros, o programa tem como objetivo promover o empoderamento económico e social das comunidades costeiras através do desenvolvimento de meios de subsistência alternativos e sustentáveis ligados à economia azul, contribuindo simultaneamente para a preservação dos ecossistemas marinhos e costeiros em Moçambique. A iniciativa será implementada pela ONG italiana OIKOS.

O lançamento do projecto decorreu no primeiro dia da missão do Sistema Itália à Província de Cabo Delgado, liderada pela Embaixada de Itália em Moçambique, e que conta com a participação do Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), da Câmara de Comércio Itália–Moçambique, da AICS e da ENI.

Durante o seu discurso, o Diretor da Sede da AICS em Maputo, Paolo Enrico Sertoli, destacou que “a Cooperação Italiana tem vindo a colaborar estreitamente com as instituições moçambicanas na promoção e fortalecimento da economia azul. Em Marracuene, através do programa A-GEO, a praia da Macaneta foi transformada numa praia piloto de Moçambique, exemplo de gestão sustentável dos recursos costeiros. Com o projeto Mangrowth, estão a ser reflorestados os mangais na Baía de Maputo”. Estas duas iniciativas, somadas ao recém-lançado ECOBLU, representam um investimento total de 9,5 milhões de euros em programas ligados ao mar e à economia azul em Moçambique.

Por sua vez, o Embaixador da Itália em Moçambique, Gabriele Annis, sublinhou que “o mar, do qual Moçambique possui uma das mais extensas costas de África, com cerca de 2.750 quilómetros, e que historicamente ligou as nossas culturas e os nossos povos, continua hoje a unir-nos como símbolo de amizade, confiança e cooperação entre as nossas nações”.

O evento marcou igualmente o lançamento do projecto Blu Ibo Niri – Melhorar os Meios de Subsistência através da Conservação Ambiental e do Desenvolvimento Económico, financiado pela ENI Rovuma Basin em nome dos Area 4 Partners.

A iniciativa reforça as sinergias entre a Cooperação Italiana e o sector privado, destacadas na Carta de Intenções assinada em junho de 2025 entre a AICS e a ENI. Durante o seu discurso, a General Manager da ENI em Moçambique, Marica Calabrese, afirmou: “É uma grande honra estar hoje em Pemba para assinalar o início de projetos tão importantes para a província de Cabo Delgado e para todos os moçambicanos. Hoje não celebramos apenas o lançamento destes projetos, mas também a continuação desta colaboração preciosa e valiosa entre a ENI, a Itália, Moçambique e todas as pessoas que aqui estão presentes.”

O evento contou ainda com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a AICS, representada pelo Diretor Paolo Enrico Sertoli, e o Governo da Província de Cabo Delgado, representado por Iolanda Almeida, Diretora Provincial de Turismo e Cultura. A cerimónia encerrou com a realização do primeiro Comité de Pilotagem (Steering Committee) do programa, consolidando a coordenação institucional e a visão partilhada para o desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras de Cabo Delgado.

Mulheres de Manica reforçam a segurança alimentar com apoio da Cooperação Italiana

 

No Dia Mundial da Alimentação, a 16 de outubro, viajámos até à Província de Manica, onde a Cooperação Italiana financia o projeto “Manica para as Mulheres”, implementado pela Progettomondo, em parceria com elpcode, CAM, MICAIA, GMPIS, AITR e Lega Coop Emilia-Romagna.

A iniciativa tem como principal objetivo reforçar a segurança alimentar e promover a participação económica das mulheres rurais nos distritos de Tambara, Bárué, Guro e Macossa.

O projeto tem contribuído para a diversificação alimentar e o aumento da produção local, apoiando empreendedoras dedicadas à produção de mel, feijão, leite de soja, cogumelos, entre outros produtos agrícolas e alimentares. Tem reforçado as capacidades das beneficiárias através de formações em Agricultura de Conservação, Apicultura, Processamento de Alimentos, Empreendedorismo, Alfabetização e Tecnologias de Informação e Comunicação (ICT), bem como na criação de grupos de poupança e crédito rotativo (PCR).

Além disso, proporcionou acesso a microcrédito a 156 mulheres, permitindo-lhes ampliar e consolidar os seus negócios e promovendo uma alimentação mais saudável e sustentável nas suas comunidades.

Um exemplo é Melisa Parutsa, produtora de leite de soja há 10 anos e primeira empreendedora neste setor no distrito de Barué. Através do programa, “consegui comprar um liquidificador, panelas e outros utensílios para o processamento, aumentando assim a produção e a venda”. O leite de soja é um importante veículo alimentar para a fortificação com vitaminas e minerais, como as vitaminas A, D e B12.

O feijão é um dos alimentos mais cultivados e consumidos na Província de Manica, desempenhando um papel essencial na resiliência das comunidades, também face aos efeitos das mudanças climáticas e de fenómenos climáticos extremos como El Niño, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional da população. Francisca Conforme começou a cultivá-lo por ser uma cultura resistente, que “não tem muita quebra” e suporta bem as adversidades climáticas. Com o crédito que recebeu, conseguiu aumentar a produção, embora sublinhe que o mercado “tem muita concorrência”.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Moçambique produz cerca de 500 toneladas de mel por ano, sendo a Província de Manica, com as suas montanhas e sua florestas, constitui um local particularmente propício para a apicultura . Trata-se de uma atividade económica de baixo impacto ambiental, capaz de gerar rendimento e contribuir para a conservação dos ecossistemas naturais.

O projeto, que já formou 410 mulheres em diferentes cadeias de valor, permitiu que Telma Paia, uma das beneficiárias da Associação Mulheres Futuro do Amanhã, conhecesse os benefícios da apicultura através das formações promovidas pelo programa e decidisse lançar-se nesta atividade. “Recebemos equipamento completo, colmeias e formação. Conseguimos assim tirar o nosso próprio mel”, conta Telma, sublinhando que esta oportunidade lhe permitiu melhorar a renda familiar e sentir-se mais empoderada.

O rápido crescimento dos cogumelos e o facto de, apenas um mês após o cultivo, já conseguir colher e vender, foram o que motivou Flátima Chimera a dedicar-se à sua produção. Com o apoio do programa, “tenho aprendido ferramentas de planificação de negócio e, através disso, consegui crédito para melhorar o meu negócio”. Ricos em proteínas, vitaminas e minerais, os cogumelos representam uma alternativa alimentar saudável, reforçando a nutrição das famílias locais e representam uma fonte de rendimento relevante pois são facilmente comercializados.

Estas histórias mostram como as mulheres de Manica estão a contribuir de forma concreta para a segurança alimentar da província, diversificando as suas fontes de rendimento e fortalecendo as suas comunidades.
Para o Dia Mundial da Alimentação, Melisa Parutsa, produtora de Leita de Soja, resume o compromisso de todas: “fico feliz em saber que contribuo para a alimentação da minha comunidade com o meu produto”.

Itália e Moçambique celebram a renovação do Museu de História Natural

No dia 29 de setembro de 2025 teve lugar a cerimónia oficial de reabertura do Museu de História Natural de Maputo, após mais de dois anos de intensos trabalhos de reabilitação.

O projeto, financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Itália (MAECI) através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), representou um investimento de 4.250.000 euros especificamente destinados à requalificação do Museu, no quadro do programa RINO, através da sua componente COREBIOM, que promove iniciativas de valorização, reabilitação e conservação da biodiversidade marinha e terrestre.

Coordenado pelo Polo Museale da Universidade Sapienza de Roma, em parceria com a Estação Zoológica Anton Dohrn e a ONG WeWorld, o projeto inclui também a criação de um Centro Nacional de Conservação da Biodiversidade, com o objetivo de reforçar o papel do Museu como referência científica e educativa.

A cerimónia contou com a presença de diversas altas individualidades, entre as quais a Ministra da Cultura e Educação, Samaria Tovela, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, o Diretor da AICS, Marco Riccardo Rusconi, o Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, e a Diretora do Museu, Lucília Chuquela.

Fundado em 1911 e instalado desde 1933 num edifício histórico de estilo manuelino, o Museu é um dos monumentos mais emblemáticos de Moçambique. Encerrado ao público em outubro de 2023, foi alvo de profundas intervenções arquitetónicas, museológicas e museográficas, conduzidas por uma equipa multidisciplinar de especialistas italianos e moçambicanos ligados à Universidade Sapienza.

Entre os principais destaques estão a instalação de painéis solares e de um elevador, a modernização do sistema de iluminação e climatização, a construção de casas de banho internas, a criação de uma livraria, uma cafetaria e rampas de acesso para pessoas com deficiência, além de uma sala para exposições temporárias.

No plano museológico, as exposições foram restauradas e atualizadas com uma abordagem moderna que recria os diferentes habitats naturais, acrescentando salas dedicadas às ervas marinhas e aos grandes habitantes do mar. O percurso foi enriquecido com informações acessíveis a pessoas com deficiência visual e auditiva, tornando a visita mais inclusiva e educativa.

Foi também criado um espaço educativo dedicado à descoberta da biodiversidade por crianças e jovens, e o Museu passou por uma operação de rebranding, com a criação de um novo logótipo que moderniza a imagem institucional, mantendo a ligação à sua identidade histórica. As coleções do Museu distinguem-se pela sua riqueza científica e patrimonial: contam com mais de 200 mamíferos, 10.137 aves, 176.527 insetos, 1.250 invertebrados e 150 répteis taxidermizados.

Entre os seus tesouros, destacam-se a única coleção de fetos de elefante do mundo, que documenta mês a mês o desenvolvimento gestacional até ao vigésimo segundo mês, e um exemplar de celacanto, considerado um verdadeiro “fóssil vivo”, capturado em agosto de 1991 no Canal de Moçambique — um marco para a ciência no país. O Museu requalificado passa também a integrar uma sala etnográfica com cerca de 500 objetos representativos das práticas culturais de diferentes povos moçambicanos — arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria — complementada por um acervo fotográfico histórico.

Durante a cerimónia, o Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, destacou: “O nosso objetivo comum era claro: não apenas restaurar um edifício histórico, mas relançar o Museu como porta de acesso ao conhecimento ambiental de Moçambique, como centro nacional para a conservação da biodiversidade e como espaço educativo e científico capaz de formar novas gerações de investigadores e cidadãos conscientes.”

O Diretor da AICS, Marco Riccardo Rusconi, sublinhou o impacto estrutural da iniciativa: “Um marco essencial desta transformação é a criação do Centro Nacional de Conservação da Biodiversidade, que já iniciou a preparação de protocolos de monitoramento e programas de capacitação em estreita colaboração com os Ministérios competentes e com a Universidade Eduardo Mondlane.”

Por sua vez, o Reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme Júnior, expressou o reconhecimento da instituição: “Queremos agradecer, do fundo do coração, o apoio concedido por todos os intervenientes no processo de requalificação do nosso Museu de História Natural, com especial destaque para os nossos parceiros da República Italiana.”

A reabertura do Museu de História Natural de Maputo constitui um marco histórico para a preservação do património cultural e científico de Moçambique e simboliza não apenas a valorização da investigação, da educação e da cultura, mas também o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e Itália.

Com esta requalificação, o Museu assume uma posição renovada como centro de conhecimento, divulgação científica e atração cultural, contribuindo para a promoção da biodiversidade e para a formação de uma nova consciência ambiental no país.

 

Visita do Director da AICS a Moçambique

De 27 a 30 de setembro, o Diretor da Agência Italiana para a Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), Marco Riccardo Rusconi, realizou uma missão a Moçambique, durante a qual visitou de perto alguns projetos apoiados pela Cooperação italiana.

Acompanhado pelo Titular da Sede de Maputo, Paolo Enrico Sertoli, o Diretor esteve no Município de Marracuene, onde tomou contacto com as atividades do projeto A-GEO – Ambiente, Green/Blue Economy e Emprego, que, graças aos fundos da Itália, transformou a Macaneta na praia piloto do país.

Durante a visita, Rusconi pôde observar as atividades de piscicultura promovidas pela associação local, já beneficiária da distribuição de 19.750 alevinos à Associação Hobjana; visitou ainda as quatro torres de salvamento e assistiu a uma demonstração prática realizada pelos 18 nadadores-salvadores formados no âmbito do projeto. Com o Presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shafee Sidat, discutiu perspetivas de futura colaboração, nomeadamente a construção de novas infraestruturas em apoio ao desenvolvimento do município, como uma esquadra de polícia local ou um mercado do peixe.

A missão incluiu igualmente um momento institucional de grande relevo com a inauguração da nova Sala Operativa do CENOE, realizada no âmbito do programa Ready2Act, implementado pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres de Moçambique (INGD) em parceria com a Fundação CIMA, com a colaboração da WeWorld e com o apoio estratégico do Departamento da Proteção Civil italiana.

Moçambique é um dos países mais vulneráveis do continente africano aos choques climáticos, como já foi demonstrado no passado pelos ciclones Idai, Kenneth e Freddy. “Graças a esta nova infraestrutura, o país está hoje mais preparado para coordenar as intervenções em caso de emergências climáticas e humanitárias. Integrada na lógica do sistema nacional de proteção civil, esta Sala reforça a capacidade de Moçambique de coordenar de forma integrada a previsão, o alerta e a resposta às emergências”, comentou Rusconi.

A missão contou também com um momento significativo de valorização do património cultural e científico, com a reabertura do Museu de História Natural de Maputo, edifício histórico da capital, fundado em 1911 e encerrado em 2023 para obras de requalificação, realizadas graças a um investimento de 4.250.000 euros no âmbito do programa RINO, destinados especificamente à sua valorização.

As coleções do Museu distinguem-se pela extraordinária riqueza científica e patrimonial: entre as peças de maior relevo contam-se mais de 200 mamíferos, 10.137 aves, 176.527 insetos, 1.250 invertebrados e 150 répteis taxidermizados. Paralelamente a este património único, o Museu renovado apresenta novas áreas temáticas, incluindo uma sala etnográfica com cerca de 500 objetos ligados às práticas culturais dos diferentes povos moçambicanos – arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria – enriquecida por um arquivo fotográfico histórico.

Na sua intervenção, o Diretor Rusconi sublinhou que “Moçambique dispõe agora de um Museu de História Natural renovado e moderno, pensado para o futuro da investigação e da conservação. A Cooperação italiana orgulha-se de ter contribuído para este percurso e reafirma o seu compromisso em prol da ciência, da educação e da sustentabilidade.”

Durante a sua estadia, o Diretor reuniu-se também com a equipa técnica da AICS para fazer o ponto de situação sobre os vários projetos em curso, bem como com a GONG – associação que coordena mais de 36 organizações da sociedade civil presentes no país. Teve igualmente encontros com representantes do setor privado, como a ENI, e do mundo académico, entre os quais a Universidade Sapienza de Roma e a Fundação CIMA. Finalmente, encontrou-se com o Instituto Dom Bosco para avaliar possíveis colaborações futuras.

Comentando os resultados da missão, Rusconi declarou: “Moçambique é um país prioritário para a Cooperação italiana, aqui presente há meio século, e para o Plano Mattei. Estamos a trabalhar para implementar, o mais rapidamente possível, projetos de grande ambição, com o envolvimento da sociedade civil, das excelências técnicas italianas, do setor privado e da academia. Deste modo, pretendemos apresentar-nos ainda mais aos amigos moçambicanos como parceiros a 360 graus.”

Educação e inclusão em foco: inauguradas a nova escola comunitária e a Casa da Mulher em Nhang’ona e N’cantho, no distrito de Dôa, na província de Tete

As crianças de Nhang’ona, no distrito de Dôa, na província de Tete, finalmente têm uma escola digna desse nome. Depois do ciclone de 2021 ter destruído a antiga estrutura, os alunos eram obrigados a assistir às aulas debaixo de um alpendre improvisado. “As crianças estavam constantemente distraídas com qualquer coisa — um carro, uma ave, alguém a passar”, comentou Guida Levi Bandiel, directora da escola comunitária de Nhang’ona. “Agora, nas salas de aula, conseguem concentrar-se e prestar atenção aos professores, e a aprendizagem melhorou significativamente.”

Davide Ganâcio Gume, encarregado de educação que participou da cerimónia de inauguração da escola comunitária, acrescentou: “Mesmo quando chove, eles podem ir à escola sem perder nenhuma aula. Em casa, vemos que o desempenho escolar das nossas cinco crianças está muito melhor.”

O sucesso da nova escola já se reflete na procura crescente: a diretora destaca que as salas inauguradas rapidamente se mostraram insuficientes para atender a demanda. “Todas as crianças das comunidades vizinhas querem estudar aqui, o que mostra o quanto a escola se tornou um espaço valorizado e confiável. Por isso, continuamos a usar o alpendre para acomodar todos os alunos”, explicou Guida Levi Bandiel. Esse aumento na procura é um sinal claro de que a comunidade reconhece o valor do investimento em educação e que o desenvolvimento local está em pleno movimento. A escola comunitária atende, neste momento, 359 crianças, sendo 191 meninas e 168 meninos.

No pátio da escola, foram plantadas árvores de fruto, não apenas para melhorar a alimentação das crianças, mas também para envolvê-las no cuidado e crescimento das plantas.

Em N’cantho, a comunidade aguardava um espaço para se reunir e realizar actividades de formação. Com a inauguração da Casa da Mulher, esse desenvolvimento já começou a transformar a realidade local. Novas prioridades surgem à medida que a comunidade cresce e se organiza. Entre elas, a electrificação do espaço, que o administrador do distrito de Dôa garantiu que será realizada em breve.

A inauguração, realizada em 11 de setembro, contou com a presença do governador da província de Tete, Domingos Viola, das autoridades locais e tradicionais juntamente com os parceiros de cooperação do programa DELPAZ. Toda a comunidade celebrou a entrega da nova escola em Nhang’ona e da Casa da Mulher em N’cantho. O governador frisou que essas intervenções fazem parte do DELPAZ — iniciativa do Governo de Moçambique, após o Acordo de Paz de Maputo de 2019, financiada pela União Europeia e implementada pela AICS com o consórcio de organizações da sociedade civil liderado pela SaveTheChildren, com WeWorld-GVC, Kubecera, Fundação Seppa, CEPCB — que visa promover a paz, a inclusão e o desenvolvimento económico local nas áreas mais afectadas pelo conflito, e realçou a importância da cooperação entre todos os actores.

O director da AICS-Maputo enviou um discurso, que foi lido durante cerimónia de inauguração, agradecendo às autoridades, parceiros e à comunidade, destacando a importância da escola e da Casa da Mulher como espaços de aprendizagem, diálogo e convivência, ressaltando, também, o apoio contínuo da Cooperação Italiana a Moçambique, promovendo desenvolvimento, inclusão e paz.

 

 

AICS Maputo destaca projetos e parcerias na 60.ª FACIM

A Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) – Sede de Maputo marcou presença na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), o maior evento do setor privado em Moçambique, realizada de 25 a 31 de agosto em Marracuene. O stand da AICS integrou-se no Pavilhão de Itália, organizado pela ICE – Italian Trade Agency, ao lado de outras 15 empresas italianas, evidenciando o saber-fazer e a excelência do Made in Italy.

Para a FACIM, a AICS preparou uma agenda cultural diversificada. No dia 26 de agosto, dedicado à agricultura, realizou-se o painel “Da Terra à Chávena: a Cadeia de Valor do Café Moçambicano e o Plano Mattei em Acção”. O evento contou com a presença da Vice-Directora da AICS, Maria Cristina Pescante, de Simone Santi, Presidente da Câmara de Comércio Itália–Moçambique, de Paolo Gozzoli, Representante da ICE em Moçambique, bem como de representantes do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, da UNIDO e da Amocafé.

Durante a sessão foi apresentado o Coffee Hub de Maputo, um centro de promoção e valorização do café moçambicano que será instalado no FEIMA no âmbito do projeto MAIS VALOR 2, implementado pela UNIDO e financiado pelo Governo Italiano através da AICS.

Na ocasião, Maria Cristina Pescante destacou: “Queremos revitalizar o café moçambicano através de uma abordagem centrada na qualidade e na sustentabilidade, garantindo aos pequenos produtores o acesso a oportunidades reais”.

O encontro terminou com uma sessão de coffee cupping, que permitiu aos participantes degustar mais de oito variedades de café moçambicano, promovendo a excelência e o potencial do setor cafeeiro nacional.

No dia 27, dedicado à saúde, 71 pessoas realizaram rastreios gratuitos para doenças como diabetes e hipertensão. Em parceria com a Rádio Moçambique, foram transmitidas mensagens de sensibilização sobre a prevenção de doenças não transmissíveis. Além disso, uma sessão de 30 minutos de exercício físico reforçou a importância da atividade física na prevenção deste tipo de doenças.

Por último, no dia 29 de agosto, dedicado ao setor da criação de emprego, a Vice-Diretora Maria Cristina Pescante apresentou a AICS e as suas perspetivas de colaboração com o setor privado. Seguiu-se o painel “Conectando Educação, Inovação e Empresas em Moçambique”, com a participação de Paolo Gozzoli, Diretor da ICE, Luís Neves Domingo, Diretor do CIUEM, e Inácio Ticongolo, professor no ISUTC – Instituto Superior de Transportes e Comunicação.

O evento encerrou com uma sessão de pitch apresentada por quatro start-ups, selecionadas entre as 35 apoiadas pela incubadora de negócios da Universidade Eduardo Mondlane, criada no âmbito dos programas Coding Girls e ICT4DEV.

O stand da AICS recebeu um grande número de visitantes, incluindo empresários, estudantes, jornalistas e curiosos interessados em conhecer melhor os projetos da Cooperação Italiana em Moçambique. Um dos pontos altos foi a visita do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, que na abertura do evento expressou o seu agradecimento pelo contributo da AICS para o desenvolvimento sustentável do país.

DELPAZ continua a consolidar comunidades mais justas, pacificas e resilientes

Mais de 100 participantes de 14 distritos onde está a ser implementado o DELPAZ nas províncias de Sofala, Manica e Tete, e os parceiros, reuniram-se ontem em Chimoio (Manica) numa reflexão dos quatros anos da execução do programa, tendo concordado que o DELPAZ está a consolidar comunidades mais justas, pacificas e resilientes.

No seminário de reflexão sobre experiências, lições e boas práticas de inclusão social, diálogo para construção da Paz e equilíbrio de género no desenvolvimento local, os participantes fizeram notar que as experiências relevantes estão centradas na valorização da diversidade e na promoção do diálogo.

Destacaram a maior participação da mulher, a valorização das vozes locais, fortalecimento do diálogo comunitário – que reconhece e valoriza as línguas locais -, equidade de oportunidades, reintegração de grupos historicamente marginalizados, como ex-combatentes e vitimas de conflitos, como sendo caminhos essenciais para a consolidação de uma sociedade mais justa, pacífica e resiliente.

Intervindo na ocasião Osman Cossing, coordenador de Programas do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) – que organizou o evento – defendeu que a “Paz é verdadeira quando é inclusiva e as vozes são ouvidas e valorizadas”, e realçou que a “democracia começa no diálogo”.

Tony Mossio, coordenador do DELPAZ na componente de governação local através do Fundo de Capital de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNCDF), referiu que foram feitos apoios a todos os níveis, num processo inclusivo, participativo e sensível às diferenças culturais, de género e ideológicos, num processo inicialmente desafiado por falta de compreensão efetiva do programa.

Já Pedrito Cambrão, diretor da faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze, ao debruçar sobre o tema “Paz, governação e desenvolvimento local inclusivo no contexto pós-conflito”, sublinhou que sem paz, tudo é instável e frágil, insistindo para a necessidade de práticas educativas que curam as feridas do passado, consolidado o dialogo, reconciliação, perdão, escuta e partilhas.

“A corda que não se ata bem, solta-se na primeira chuva”, vincou em alusão de que se não forem bem tratados com seriedade os compromissos do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) dos ex-combatentes da Renamo, “corremos o risco de reabrir feridas antigas e perder o fio delicado que nos mantem”.

“Recorrendo ao adágio ‘o rio não bebe a sua própria água’, apelou ao poder executivo a não agir em benefício próprio e reforçou que ‘não há paz que resista sem o povo’.”

Testemunhos

Os depoimentos dos beneficiários, que compartilharam as transformações vividas em suas comunidades, foram um dos pontos de destaque da apresentação dos resultados históricos do DELPAZ, feita por Giulia Zingaro, da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), que implementa o DELPAZ nas províncias de Manica e Tete, com o apoio da Helpcode a liderar o consórcio de ONGs em Manica e a da SavetheChildren em Tete.

Isac Cerveja, presidente do Ponto Verde de Báruè, no distrito de Manica, arrancou fortes aplausos na sala ao garantir em viva-voz: “Eramos pequenos camponeses, e agora somos pequenos empresários”, fruto da ampliação da visão para a uso da agricultura como vector de desenvolvimento.

“A ampliação do Ponto Verde para cinco hectares, permitiu a compra de motobomba de irrigação com recursos próprios vindos das vendas dos produtos agrícolas, e agora o DELPAZ forneceu um sistema capaz de irrigar até 60 hectares de campos de cultivo”, disse ao testemunhar as mudanças feitas pelo DELPAZ na sua vida e na sua comunidade. Destacou a ligação com o mercado, incluindo a participação na FACIM no ano passado e este ano como um elo importante para a sustentabilidade do financiamento.

Por sua vez, Alcélia Aristide Saimon, beneficiária do programa DELPAZ, referiu que após se beneficiar de um curso de corte e costura, está a costurar roupas para vender nas comunidades remotas com pouco acesso a vestuários, e nas comunidades sem recursos tem feito trocas das roupas e uniformes escolares com milho, garantindo assim que as crianças frequentem o ensino.

Armando Taunde, manifestou-se satisfeito com inclusão, dos filhos nas formações em várias áreas do saber fazer, e que suas actividades estão a desenvolver, e apelou que seja feito um exercício de abranger outros distritos não integrados no DELPAZ.

Os consultores independentes Luís Taiado e Nelson Moda apresentaram os resultados preliminares de um estudo, focado em lições e boas práticas de inclusão social, empoderamento de género, diálogo para a construção da paz e desenvolvimento local equitativo, apontou para uma participação mais ampla e ativa das mulheres, incluindo beneficiárias do DDR, e sublinhou que o DELPAZ conseguiu enraizar-se nas comunidades.

No entanto, os consultores advertiram que, apesar dos progressos alcançados, persistem desafios, nomeadamente alguma falta de articulação entre os parceiros, governos locais e comunidades durante a implementação do DDR, bem como perceções de estigmatização e marginalização por parte de alguns membros do DDR, que ainda não se identificam plenamente com o programa.

Dada a complexidade do contexto moçambicano, marcado por períodos de conflito armado e tensões político-sociais, foi feito um apelo ao reforço do diálogo, que se tem revelado uma ferramenta indispensável para a construção de uma Paz sustentável.

O Secretário de Estado da Província de Manica, Lourenço Lindone, que abriu e encerrou o evento, enalteceu o engajamento dos parceiros de cooperação na busca de recursos para financiar programas que elevem a vida social da nossa população das três províncias.

“As principais linhas de intervenção do DELPAZ, [programa do Governo de Moçambique financiado pela União Europeia] complementaram os esforços do governo central e local na promoção de boas práticas para a convivência social e harmoniosa nas comunidades”, frisou Lourenço Lindone.

 

Itália reforça segurança marítima e promove turismo sustentável na Macaneta com entrega de jet-skis

 

No dia 17 de julho, no âmbito do programa A-GEO: Green Blue Economy e Emprego, financiado pelo Governo de Itália através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), teve lugar a entrega de dois jet-skis ao Conselho Municipal de Marracuene.

A iniciativa insere-se nas atividades do projeto, que visa criar condições para um turismo seguro, sustentável e integrado na região da Macaneta. Estes equipamentos juntam-se as 4 torres de salvamento, inauguradas em março durante a visita do Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis, bem como a outras ações como a instalação de contentores para recolha de resíduos e de sinalização informativa, promovendo assim um turismo mais ecológico e responsável.

Para reforçar ainda mais a segurança nas praias, o projeto já formou 18 nadadores-salvadores, que agora passam a contar com os jet-skis como ferramenta fundamental de apoio nas operações de salvamento.

Segundo Maria Cristina Pescante, Diretora Adjunta da Sede AICS-Maputo, “A Macaneta é uma zona de grande valor ambiental e económico, e estamos convencidos de que a sua preservação — em conjunto com o desenvolvimento das comunidades locais — é um exemplo concreto de Economia Azul em prática.”

O Presidente do Município de Marracuene, Ismail Ahmed Shafee Sidat, agradeceu o apoio da Cooperação Italiana, sublinhando que os novos jet-skis “são para ajudar as pessoas e travar os afogamentos”, permitindo aos nadadores-salvadores “chegar mais cedo e mais rápido” em situações de emergência. Destacou ainda a importância da boa manutenção dos equipamentos, apelando à sua conservação adequada.

Com esta ação, o programa A-GEO reforça o compromisso da Cooperação Italiana no apoio ao desenvolvimento sustentável das zonas costeiras moçambicanas, valorizando o património ambiental e a segurança das comunidades locais.

 

 

PRETEP PLUS: Missão Técnica à Itália Fortalece Ensino Técnico em Moçambique

 

De 18 de maio a 2 de junho de 2025, um grupo de 15 técnicos do Ensino Técnico Profissional de Moçambique realizou uma visita de trabalho à Itália com o objetivo de fortalecer a qualidade da formação técnico-profissional no país. A missão enquadrou-se no âmbito do programa PRETEP PLUS, financiado pelo Governo Italiano através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), e contou com a participação de funcionários, formadores e gestores de institutos ligados aos setores de hotelaria, turismo e agricultura.

O grupo fez uma missão técnica de intercâmbio com instituições congêneres italianas da ENAIP NET — um consórcio italiano que oferece formação profissional e serviços de inserção no mercado de trabalho — com o principal objetivo de reforçar a cooperação institucional e promover a troca de boas práticas no domínio da educação técnico-profissional. Durante a missão, a delegação moçambicana foi recebida por diferentes centros regionais da rede ENAIP, nomeadamente ENAIP Lombardia, ENAIP Friuli Venezia Giulia, ENAIP Veneto e ENAIP Piemonte e conhecer os seus institutos de formação de competência.

A visita contribuiu para o reforço das capacidades de gestão dos institutos moçambicanos beneficiários, com foco na promoção da autonomia institucional, sustentabilidade económica, melhoria da qualidade da oferta formativa e no fortalecimento das relações com o tecido empresarial local e internacional.

Ao longo da estadia, os técnicos participaram em diversas atividades, incluindo sessões de intercâmbio com empresas parceiras dos centros de formação italianos, com vista a melhorar a articulação entre a formação profissional e o mercado de trabalho. A missão abordou também aspetos ligados à reorganização pedagógica e administrativa das oito instituições beneficiárias: quatro do setor agrário — Instituto Agrário de Chókwe, Instituto Agrário de Mocuba, Instituto Agrário de Lichinga e Instituto Agrário de Ribáuè — e quatro do setor de hotelaria e turismo — Instituto Industrial e Comercial de Pemba, Instituto Médio Politécnico da Ilha de Moçambique, Instituto Industrial e Comercial de Inhambane e Instituto Comercial de Maputo.

O Programa de Apoio à Reforma do Ensino Técnico-Profissional (PRETEP PLUS) é implementado pelo Ministério da Educação e Cultura, e visa aumentar a empregabilidade e a inclusão social dos jovens moçambicanos — particularmente nos setores agrário e turístico — através do reforço das capacidades das instituições de formação e do sistema de promoção do emprego, em resposta à procura dos mercados locais, nacionais e regionais.

Alexandria Olga António Gogie, chefe do Departamento Técnico Pedagógico do Ministério da Educação e Cultura, destacou:

A visita à Itália constituiu, para mim, um momento ímpar de troca de experiências e de identificação de mecanismos que contribuirão para o aperfeiçoamento da Educação Profissional em Moçambique. Estamos confiantes de que encontraremos formas de replicar as boas práticas observadas nas instituições da rede ENAIP nas nossas instituições de ensino técnico.”

Encerramento do projeto Coding Girls

 

Teve lugar no dia 21 de Maio, a cerimónia de encerramento do projeto Coding Girls, financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).

Lançado em 2022, o projeto abrangeu 10 das 11 províncias de Moçambique — com exceção da Província de Maputo — e teve como principal objetivo atrair raparigas para as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), promovendo o acesso e o domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e contribuindo para colmatar a desigualdade de género no setor digital, bem como o “fosso” entre capital do país e outras províncias.

Implementado pela ONG italiana Centro Informazione e Educazione allo Sviluppo onlus (CIES), com apoio técnico da Fondazione Mondo Digitale, o componente de formação a raparigas das escolas secundárias iniciou-se com o reforço de competências básicas em ferramentas do pacote Microsoft Office, evoluindo depois para a introdução à programação. Estas formações decorreram nas delegações provinciais do Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE), em 9 províncias do País.

Ao longo de dois anos e meio, o Coding Girls formou mais de 1.300 raparigas, além de capacitar 18 tutoras e 18 formadores, que continuam a replicar os conhecimentos adquiridos nas suas comunidades, com o apoio das estruturas provinciais do INAGE.

Com o segundo componente do projecto, apoiou-se ainda 24 start-ups lideradas por participantes de cursos de informática avançada e de gestão empresiarial, criadas e suportadas pela incubadora de negócios do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane, reabilitada no âmbito dos projetos Coding Girls e ICT4Dev. Estas start-ups beneficiaram ainda do apoio técnico da Fondazione Mondo Digitale, que forneceu formação especializada às equipas e à incubadora em áreas como estratégias de fundraising, direitos de propriedade intelectual e envolvimento com o setor privado (incluindo venture capital e business angels).

Durante a cerimónia, o Diretor-Geral do INAGE, Mestre Ermínio Jasse, destacou o papel inspirador das mulheres no avanço das STEMs, citando exemplos como a inventora do bluetooth e do wi-fi, a escritora do primeiro algoritmo, bem como a Katherine Johnson, que, graças aos seus cálculos precisos, permitiu que a missão Apollo 11 levasse os primeiros seres humanos à Lua e os trouxesse de volta com segurança.

Por sua vez, a Vice-Reitora da Universidade Eduardo Mondlane, Prof. Doutora Amália Alexandre Uamusse, realçou que o encerramento do projeto não representa o fim do caminho e apelou a que “todos apoiem estas jovens, tornando-se investidores ou até clientes dos seus negócios”, sublinhando que todos temos um papel a desempenhar para “construir uma economia digital mais inclusiva, mais justa e verdadeiramente transformadora”.

O Diretor da Sede da AICS em Maputo, Dr. Paolo Enrico Sertoli, referiu que “este programa contém dois dos pilares da nossa estratégia de apoio à transformação digital de Moçambique” (a formação e a promoção do empreendedorismo) e sublinhou a importância de que mais recentes iniciativas, como o programa VaMoZ Digital ou DIGIT, estejam fortemente integradas no ecossistema digital moçambicano, regional e, se possível, também europeu.

O Coding Girls consolidou-se assim como uma referência na promoção da inclusão digital e do empoderamento feminino, com várias das suas componentes já incorporadas em novas propostas de intervenção da Cooperação Italiana em Moçambique.